As origens do termo - A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo "Páscoa" tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém, sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem. Entre as civilizações antigas - Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da Antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos. A Páscoa Judaica - Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho onde, liderados por Moises, fugiram do Egito. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão. A Páscoa entre os cristãos - Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa, que tem início no Domingo de Ramos, que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém. A História do coelhinho da Páscoa e os ovos - A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa porque este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da Antiguidade, fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. Alguns desses povos consideravam o coelho como o símbolo da Lua, portanto é possível que ele tenha se tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa. No Egito Antigo o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas. Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida. A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII (fonte: internet)O Ministério da Alegria adverte aos malas-sem-alça, mal-humorados e chatos de modo geral: AFASTEM-SE! VADE RETRO! Esta não é a sua praia!!!
quinta-feira, 20 de março de 2008
Feliz Páscoa!
As origens do termo - A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo "Páscoa" tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém, sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem. Entre as civilizações antigas - Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da Antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos. A Páscoa Judaica - Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho onde, liderados por Moises, fugiram do Egito. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão. A Páscoa entre os cristãos - Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa, que tem início no Domingo de Ramos, que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém. A História do coelhinho da Páscoa e os ovos - A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa porque este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da Antiguidade, fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. Alguns desses povos consideravam o coelho como o símbolo da Lua, portanto é possível que ele tenha se tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa. No Egito Antigo o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas. Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida. A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII (fonte: internet)quarta-feira, 19 de março de 2008
Morreu Arthur C. Clarke
Faleceu Sir Arthur C. Clarke, ontem, aos 90 anos, no Sri Lanka, onde morava há 50 anos e onde será enterrado hoje, sem serviços religiosos, a pedido dele. Junto com Isaac Asimov e Ray Bradbury, Clarke é considerado um dos expoentes da ficção científica, autor de obras que marcaram o gênero. Uma delas, o conto "A Sentinela" (1951), deu origem a um dos filmes-chave da sci-fi, o incensado "2001: Uma odisseia no espaço" (2001: A Space Odyssey), realizado por Stanley Kubrick com a consultoria de Clarke, cujo final até hoje é discutido por suas implicações de cunho religioso, o que é paradoxal haja vista Clarke ter sido um ateu convicto. O cultuado "2001" foi indicado para três Oscar em 1968: "melhor diretor", "melhor roteiro" e "melhores efeitos visuais", tendo conquistado este último. Mas o êxito nos cinemas foi tal que Clarke se viu de algum modo "forçado" a transformar o conto num romance, a que deu o título já consagrado pelo filme. Nascido em 1917, na Inglaterra, desde criança foi apaixonado pela astronomia e, em 1949, o apartamento onde morava converteu-se no centro de operações da Sociedade Interplanetária Britânica, a qual viria a presidir. Além da ficção, Clarke escreveu mais de 100 obras científicas e filosóficas nas quais procurou determinar o lugar do Homem no Universo. Clarke introduziu conceitos que viraram "moeda corrente" na Tecnologia. Numa de suas obras, "Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?" (1945), o escritor lançou a idéia pioneira de que satélites geo-estacionários poderiam ser excelentes centros de telecomunicações. Em 1969, já considerado o principal "profeta" da era espacial, Clarke (juntamente com o astronauta Wally Schirra) foi convidado pela CBS para narrar "ao vivo" a histórica chegada da Apolo XI à Lua, em 20 de julho, um programa que foi visto por milhões de telespectadores, muitos dos quais incrédulos ao ver pela TV a marca da bota de Neil Armstrong na poeira lunar.Origem do gandula
O gandula (português brasileiro) ou apanha-bolas (português europeu) é a pessoa responsável por buscar as bolas que são jogadas para fora do campo em uma partida de futebol. No Brasil, a função surgiu oficialmente depois da construção do Maracanã: muitas bolas caíam no fosso e precisavam ser apanhadas por alguém. A origem do nome brasileiro é antiga: em 1939, o Vasco da Gama trouxe da Argentina um atacante perna-de-pau chamado Bernardo Gandulla, que nunca se adaptou ao modo de jogar do time e jamais foi escalado. Tentando mostrar utilidade para o grupo, Gandulla corria atrás da bola para devolvê-la, quando ela saía do campo, o que fazia também para o time adversário, demonstrando uma das primeiras manifestações do fair play no futebol. Sua atitude ganhou a simpatia da torcida e após seu retorno para a Argentina, seu nome passou a ser referência para os que apanham as bolas que saem do campo. Já os gandulas atuais, especialmente os uruguaios, jogam junto com o time, que o diga o time do Flamengo, recentemente desfalcado em Montevidéu porque o seu jogador Toró meteu-se a brigar com o esperto gandula, um menino de 13 anos, que virou herói do dia e teve seus 15 minutos de fama...terça-feira, 18 de março de 2008
Termodinâmica do Inferno
Pergunta feita por professor-doutor da FATEC em sua prova final de curso em maio de 1997. Este mestre é reconhecido por fazer perguntas do tipo "Por que os aviões voam?" em suas provas finais. Sua única questão na prova final de maio daquele ano para sua turma foi: O Inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta. Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma. Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte: Primeiramente, postulamos que se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um conjunto de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do Inferno? Podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no Inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no Inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia: algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o Inferno... Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o Inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no Inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no Inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no Inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno deve ser uma constante. Existem, então, duas opções: 1) Se o Inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no Inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO. 2) Se o Inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o Inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO. Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse, no primeiro ano: - "só irei pra cama com você no dia que o Inferno congelar" e levando-se em conta que eu ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o Inferno é exotérmico." Este aluno tirou o único 10 na turma.
O mendigo maltrapilho entra no bar e pede a um freguês que lhe pague um café. Com pena, o cara lhe oferece uma cerveja. O mendigo diz: - "Não obrigado, não bebo, só quero o café". O rapaz se oferece para lhe comprar um bilhete de Loteria. - "Não obrigado, eu não jogo, só quero o café". Com toda gentileza, o rapaz lhe oferece um cigarro. - "Agradeço, mas não fumo, eu só quero o cafezinho mesmo". Compungido, o rapaz diz que lhe paga uma noitada com uma prostituta num cabaré. -"Lamento não poder aceitar, mas eu não traio a minha mulher, só quero um café, só o café". Então o rapaz leva o mendigo para sua própria casa e diz para a mulher lhe preparar o melhor café do mundo. Curiosa, ela pergunta ao marido: - "Por que você trouxe esse mendigo todo sujo, fedido, para tomar café aqui em casa?" - "Ele merece. É uma verdadeira lição de vida para você ver e aprender. Eu o trouxe para te mostrar como fica um homem que não bebe, não joga, não fuma e não dá uma puladinha de cerca de vez em quando! (colaboração do Renato T).I should have know better
Esta canção apareceu em julho de 1964, integrando o álbum "A hard day's night", trilha sonora do filme de mesmo nome dos Beatles. Este LP foi lançado juntamente com um compacto, tendo no lado A a música título e no B "I should have know better". Mais tarde, em 1976, "I should..." foi novamente lado B de um single dos Beatles para promover "Yesterday" (fonte: Wikipedia).
segunda-feira, 17 de março de 2008
Freddie Mercury
Freddie Mercury, nome artístico de Faroukh Bommi Bulsara, (Zanzibar-1946/Londres-1991) foi o vocalista da banda de rock britânica Queen. Ele tem uma das vozes mais conhecidas do mundo e, numa recente pesquisa realizada com vários músicos conhecidos, foi eleito o melhor cantor de rock de todos os tempos. Nasceu na localidade de Stone Town, na ilha Zanzibar, à época colônia britânica, hoje pertencente à Tanzânia, na África Oriental. Seus pais, Bomi Bulsara e Jer Bulsara, eram indianos de etnia persa. Mercury foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Mumbai, na Índia, onde teve aulas de piano e começou a ser chamado "Freddie". Depois de se formar, Mercury e família mudaram-se para a Inglaterra, em 1964, devido a uma revolução iniciada em Zanzibar. Diplomou-se em "Design Gráfico e Artístico" na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Este conhecimento mostrar-se-ia útil depois de Freddie projetar o famoso símbolo da banda. Algo que poucos fãs sabem é que na escola de artes em que se bacharelou, Freddie era conhecido como um aluno exemplar e muito quieto. Tinha uma personalidade bastante introspectiva. Concluiu os exames finais do curso com conceito "A". Possui uma série de trabalhos em arte visual, disponíveis em alguns sítios na internet. Na faculdade, conheceu o baixista Tim Staffell, líder de uma banda chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios. Em abril de 1970, Tim deixou o grupo e Freddie ficou como vocalista da banda, que passou a se chamar Queen e decidiu mudar o seu nome para Mercury. Nessa época ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua opção sexual e mantiveram forte amizade até o fim de sua vida. Mercury compôs muitos dos sucessos da banda: "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love", "Love Of My Life" e "We Are the Champions", hinos eloqüentes e de estruturação extraordinária, particulares e sempiternos. Lançou dois discos solo, aclamados pela crítica e público. Em 1991 surgiram rumores que Mercury estava com AIDS, confirmado por ele mesmo numa declaração um dia antes de morrer, em 24 de novembro de 1991, em sua propria casa. Em 25 de novembro de 1992 foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar. Os membros remanescentes do Queen fundaram uma associação de caridade em seu nome, a "The Mercury Phoenix Trust", e organizaram, no Wembley Stadium, o concerto beneficente "The Freddie Mercury Tribute Concert" para homenagear o trabalho e a vida de Freddie (fonte: Wikipedia).Veja, no You Tube, How can I go on (Como posso continuar?), em dueto com Monserrat Caballé
E veja também, Freddie dando show como Larry Lurex, em The Great Pretender
Litros de luz
Em 2002, em pleno apagão, "seu" Alfredo, um mecânico de Uberaba, percebeu que poderia escapar do breu pendurando no telhado de sua casa garrafas plásticas cheias de água. - "É uma garrafa PET de dois litros, com água limpa, duas tampinhas de água sanitária e um potinho de filme de máquina fotográfica para proteger do sol, para não estragar a tampa", ensina. A invenção virou atração no Parque Ecológico Chico Mendes, na Grande São Paulo. Também atiçou a curiosidade da ciência. O engenheiro elétrico Clivenor de Araújo Filho mediu a intensidade de luz de cada garrafa. - "Essa luminosidade equivale a uma lâmpada entre 40 e 60 watts", constata. A idéia luminosa de Alfredo se espalhou pela vizinhança. A dona de casa Geralda Monteiro de Melo tratou logo de instalar as tais lâmpadas de água em casa, até no banheiro. - "O banheiro era incrível de escuro e agora está claro. Ela não tem desvantagem nenhuma. Funciona quando chove, não tem goteira", garante dona Geralda. Aprovação também na oficina do torneiro-mecânico José Marcos de Castro. A conta de luz baixou. As lâmpadas estão lá há dois anos e sem nenhuma manutenção. - "É só deixar lá. Quando eu chego de manhã, já estão ligadas. À noite, desligam automaticamente", diz, com bom humor. A imagem é curiosa: bicos de garrafas para fora dos telhados no bairro todo. Sem janelas e com o orçamento apertado, a dona de casa Lídia Arapongas também fez furos no teto para sair da penumbra. - "É ótimo", elogia. Assistam ao vídeo desta reportagem da Rede Globo em:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM681129-7823-LITROS+DE+LUZ,00.html
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM681129-7823-LITROS+DE+LUZ,00.html
Não tô querendo cortar o barato do criativo "seu" Alfredo, mas acho que a Globo deveria ter feito as comparações não com o breu do quarto fechado mas com um ambiente que usasse telhas de vidro substituindo algumas telhas de barro, que se propõe ao mesmo efeito das garrafas com água. Neste caso, a diferença ficaria no custo, no chute eu diria que cada uma tem preço de uns R$ 25,00. Outra coisa: acho difícil não ter goteiras com este sistema de garrafas, mas enfim...
Marsilea quadrifolia
Por que dizem que o Trevo de 4 folhas (Marsilea Quadrifolia) dá sorte? Como o comum é o trevo de 3 folhas, a raridade tornou o de 4 folhas sagrado para os druidas da Inglaterra de 200 a.C. Eles acreditavam que quem tivesse a plantinha poderia ver os demônios da floresta e ganhar alguns de seus poderes. Após sacrifícios humanos, os druidas saiam para as florestas para procurar os desejados trevos. Entretanto, para que o Trevo de 4 Folhas traga sorte, o mesmo deve ser recebido de alguém e repassado para mais três pessoas. Por que isso? Porque três é a Trindade. É o resultado da procriação do homem e da mulher que é o filho, formando o trio. Três é o primeiro número perfeito e tem significação espiritual, sendo representado por um triângulo. O número três e seus múltiplos e submúltiplos, é um número mágico e aparece com freqüência na Bíblia associado ao nome de Jesus Cristo. Dois mil e duzentos anos depois dos druidas, em pleno 2008 d.C. esta história toda tem mais é cara de folclore, não é? Sério? Você acredita mesmo no poder do Trevo? Então vou dar uma dica para quem estiver muito a fim de ter um deles no bolso e mora no Rio de Janeiro: dê um pulinho no Grajaú, na esquina das ruas Júlio Furtado e Grajaú, que lá tem um canteiro público cheinho de trevos de 4 folhas... Ou então, veja como ter um em http://www.trevobrindes.rg3.net/ domingo, 16 de março de 2008
Juan Manuel Fangio
O início do campeonato 2008 de F1, com o inglês Lewis Hamilton tendo confirmado hoje o seu favotitismo no GP da Austrália (Melbourne), é uma boa oportunidade para relembrar os primórdios da competição, na década de 50. O argentino Fangio (1911/95), na foto em monumento em Buenos Aires, é considerado por muitos o melhor piloto da história da F1, por seu excepcional talento e pelo altíssimo nível de seus adversários. Ainda mantém o recorde de campeão com maior percentual de vitórias (47,06%) e possui o maior percentual de títulos (62,5%): nas oito temporadas que disputou correu 51 grandes prêmios, obteve 24 vitórias, 29 pole positions, 23 records de volta, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) quatro dos quais foram consecutivos, e dois vice-campeonatos (1950 e 1953). Correu por quatro escuderias: Alfa Romeo (1950-51), Maserati (1953-54), Mercedes-Benz (1954-55), Ferrari (1956) e Maserati (1957-58), sendo o único piloto da história da Formula 1 que foi campeão com quatro escuderias diferentes. Fangio disputou sua primeira corrida aos dezessete anos, guiando um Ford-T, e terminou-a em último. Subiu ao pódio pela primeira vez nas Mil Milhas da Argentina, em 1939. Seu acidente mais grave aconteceu no GP da Itália, em Monza (1952). Ao seguir para a Itália, onde disputaria a prova, fez escala em Paris, mas não pôde continuar a viagem de avião por causa do mau tempo. Fangio não hesitou: pegou um carro e dirigiu aproximadamente 700 km até Monza. No dia seguinte, ainda cansado, bateu a sua Maserati durante uma sessão de treinos e voou para fora do carro. Feriu-se gravemente no pescoço. Ficou 40 dias internado e cinco meses com pescoço e tronco imobilizados. Ele, no entanto, voltou a competir no ano seguinte. Fangio foi o primeiro piloto do mundo a mostrar que a "Era romântica da Fórmula Um" estava para fechar o ciclo, quando decidiu encerrar a sua carreira, no auge, em 1958. Alguns anos depois, ele comentou o que levou tomar aquela decisão: - "Eu estava em Reims treinando para o GP da França, quando senti que o carro estava muito instável, o que me chamou a atenção porque a grande virtude da Maserati 250F era sua estabilidade. Fui ao box e perguntei ao chefe de equipe o que se passava, que me respondeu: - Trocamos os amortecedores! - Mas por quê?, perguntei. - Porque estes nos pagam! - Assim, naquele momento, tomei a decisão de encerrar a carreira. E não me arrependo disso!" (fonte: Wikipedia).sábado, 15 de março de 2008
Dez anos sem Tim Maia
Sebastião Rodrigues Maia nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de Setembro de 1942. Penúltimo de 19 irmãos, aos oito anos já compunha suas primeiras musicas. Aos 14 anos, formou seu primeiro conjunto musical, Os Tijucanos do Ritmo, no qual tocava bateria, e que durou apenas um ano. Começou a estudar violão num curso particular e formou em 1957 o conjunto Os Sputniks, que tinha também entre seus integrantes Erasmo Carlos e Roberto Carlos, tendo sido professor de violão dos dois. Em 1959, antes de completar 17 anos, com a morte do pai, foi para os EUA, onde fez cursos de inglês e iniciou carreira como vocalista, participando de um conjunto chamado The Ideals. Permaneceu nos EUA ate 1963, quando foi preso por portar maconha. Após seis meses de prisão e dois meses de espera, foi deportado para o Brasil. Seu primeiro trabalho solo foi um compacto pela CBS em 1968, que trazia as musicas Meu país e Sentimento (ambas de sua autoria, como todas as musicas sem indicação de autor). Sua carreira no Brasil fortaleceu-se a partir de 1969, quando gravou um compacto simples pela Fermata com These are the Songs (regravada no ano seguinte por Elis Regina em duo com ele, e incluída no LP Em pleno verão, de Elis) e What You Want to Bet. Em 1970 gravou seu primeiro LP, Tim Maia, na Polygram, que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Os principais sucessos desse disco foram Coronel Antônio Bento (Luís Wanderley e João do Vale), Primavera (Cassiano) e Azul da cor do mar. Nos três anos seguintes, pela mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia volume II (com Não quero dinheiro, Só quero amar), Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, no qual se destacaram Gostava tanto de você (Edson Trindade) e Réu confesso. Em 1975 gravou os LPs Tim Maia racional vol. 1 e vol. 2. Em 1978 gravou para a Warner Tim Maia Disco Club, com um de seus maiores sucessos, Sossego. Lançou em 1983 o LP Descobridor dos sete mares, com destaque para a música-titulo. Outro disco importante da década de 1980 foi Tim Maia (1986), que trazia Do Leme ao Pontal. Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente Seroma e depois Vitória Regia. Por ele, lançou em 1990 Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova, e mais tarde Voltou a clarear e Nova era glacial. Em 1993, dois acontecimentos reimpulsionaram sua carreira: a citação feita por Jorge Benjor em sua musica W/Brasil e uma regravação que fez de Como uma onda (Lulu Santos e Nelson Mota) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD Tim Maia, do mesmo ano. Assim, aumentou muito sua produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: seu repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas, funks e souls. Também teve muitas de suas musicas regravadas por artistas jovens, como Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Skank. Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: Amigo do rei, juntamente com Os Cariocas, e What a Wonderful World, com recriações de standards do soul e do pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira. Durante a gravação de um show para a TV sentiu-se mal e faleceu em 15 de Março de 1998 em Niterói, após internação hospitalar em razão de infecção generalizada (Enciclopédia da Música Brasileira Art Editora e PubliFolha). Recorde uma histórica entrevista no Programa do Jô, ainda no SBT, que no You Tube está dividida em três partes, links abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=ZN4azRthF1w&feature=related
sexta-feira, 14 de março de 2008
Nota fúnebre
Uma cerimônia funerária estava sendo realizada para uma mulher que havia acabado de falecer. Ao final da cerimônia, os carregadores estavam levando o caixão para fora quando, acidentalmente, bateram numa parede, deixando o caixão cair. Eles escutaram um fraco lamento. Abriram o caixão e descobriram que a mulher ainda estava viva! Ela viveu por mais dez anos e, então, morreu. Mais uma vez uma cerimônia foi realizada e, ao final dela, os carregadores estavam novamente levando o caixão. Quando eles se aproximaram da porta, o marido gritou: - "Cuidado com a parede!!!!!" (colaboração do Iran)Casais idosos
The great lover - Quando o marido finalmente morreu, a esposa colocou no jornal o anúncio da morte, acrescentando que ele havia morrido de gonorréia. Logo que o jornal foi distribuído, um amigo da família telefonou e protestou veementemente: - "Você sabe muito bem que ele morreu de diarréia, e não de gonorréia!!!" A viúva respondeu: - "Eu cuidei dele noite e dia, portanto é lógico que eu sei que ele morreu de diarréia, mas eu achei que seria melhor que se lembrassem dele como um grande amante, ao invés do grande M que ele sempre foi!!". Al mare - Um casal idoso estava num cruzeiro e o tempo estava tempestuoso. Eles estavam sentados na traseira do navio, olhando a lua, quando uma onda veio e carregou a velha senhora. Procuraram por ela durante dias, mas não conseguiram encontrá-la. O capitão enviou o velho senhor para terra, com a promessa de que o notificaria assim que encontrasse alguma coisa. Três semanas se passaram e finalmente ele recebeu um fax do navio. Ele leu: "Senhor: lamento informar que encontramos o corpo de sua esposa no fundo do mar. Nós a içamos para o deque e, presa a ela, havia uma ostra. Dentro da ostra havia uma pérola que deve valer $50.000 dólares. Por favor, diga-nos o que fazer." O velho homem respondeu: "Mande-me a pérola e atire de novo a isca." (colaboração do Iran)Achados & Perdidos
Duas senhoras idosas estavam tomando o café da manhã num restaurante. Ethel notou alguma coisa engraçada na orelha de Mabel e disse: - "Mabel, você sabe que está com um supositório na sua orelha esquerda???" Mabel respondeu: - "Eu tenho um supositório na minha orelha??" Ela o puxou, olhou para ele e então disse: - "Ethel, estou feliz que você tenha visto... Agora eu acho que sei onde encontrar meu aparelho auditivo..." (contribuição do Iran)quinta-feira, 13 de março de 2008
A velhice é uma merda
Um casal passa a lua de mel em uma linda cidade. Numa casa de espetáculos pornô o letreiro anuncia: "Hoje, o FABULOSO Fernandão!" Entram e o show começa com Fernandão, 39 anos, numa cama com uma louraça, uma morenaça e uma ruivaça, que ele traça uma a uma... e repete! As mulheraças, exaustas, deixam o palco, enquanto Fernandão agradece ao público que o aplaude efusivamente de pé. Sob o rufar de tambores, uma mesinha com três nozes é colocada no centro do cenário. Fernandão, pá-pá-pá, quebra as três pequenas nozes com certeiras pancadas do pênis. O público vai à loucura e ele é ovacionado por vários minutos!Passados 25 anos, para recordar os velhos tempos, o casal decide comemorar as bodas de prata na mesma cidade. Passeiam pelos mesmos lugares e, diante da mesma casa vêem, surpresos, o mesmo cartaz: "Hoje, o FABULOSO Fernandão!" Entram e, no palco, quem? - ele, Fernandão! - enrugadinho enrugadinho, cabelos brancos, traçando outras três mulheraças com o mesmo pique e competência. Não dá prá acreditar! Quando os tambores começam a rufar, é colocada a mesinha, agora com três cocos, e ele os quebra, pá-pá-pá, com a precisão de sempre. Boquiaberto, o casal vai ao camarim cumprimentar pessoalmente o FABULOSO Fernandão e lhe perguntam o motivo da mudança de nozes para cocos. "- A velhice é uma merda! A vista está fraca e eu não consigo mais enxergar as nozes!" (colaboração da Maria Lúcia).
Gato russo é "saltado" de pára-quedas
Conforme está bastante claro na manchete em letras cirílicas aqui ao lado, o gato russo "Garotão" e seu dono, Vladimir Kulikov, realizaram um salto de 1.200 metros, com queda livre de sei lá quantos. O que eu sei é que o aposentado Vladimir pode até ser maluco, mas como sabe que não tem sete vidas, se precaveu e botou luvas nas patas do bichano. Imaginem se Garotão se assusta e rasga o pára-quedas no meio do salto... Mas observem bem no vídeo a posição do gato, amarrado na barriga do dono. Se valeu aquela lenda de gato sempre cair sobre as quatro patas, o infeliz Garotão deve ter sido achatado pelo peso do corpo de Vladimir. Aliás, eu fico pensando nos usos & costumes dos povos. Caraca!! O que tem de Vladimir na Rússia!! Já tô achando que se um gato português resolver bater o recorde de seu colega, com certeza o nome do dono será Manoel! Mãiauu (miado de gato português...). Vejam o vídeo na Life russa (sem medo, não é vírus), em http://life.ru/video/240Creedence tosco
Creedence Clearwater Revival foi um conjunto americano de rock formado por John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria) que, sob outras denominações, tocavam juntos desde 1959. Adotaram o nome Creedence Clearwater Revival em 1967, com o qual lançaram as primeiras gravações no ano seguinte. O nome da banda surgiu da junção do nome de um amigo de Tom Fogerty, chamado Creedence Nubal, com o de um comercial da cerveja Clearwater. Já em 1968 ganharam um disco de ouro com o álbum que levou o nome do conjunto. Separaram-se em julho de 1972. John Fogerty foi quem teve mais êxito na carreira solo. Seu irmão Tom faleceu em setembro de 1990. Recentemente, Stu Cook e Doug Clifford formaram o "genérico" Creedence Clearwater Revisited, e passaram a excursionar pelo mundo, tocando antigos sucessos da banda original. Ao longo da carreira, entre singles e álbuns, conquistaram nove discos de ouro e sete de platina. O oitavo de ouro foi o single (*) "Have you ever seen the rain/Hey tonight", sucesso lançado em junho de 1971 e talvez a canção mais conhecida do quarteto. Bela trajetória. Bem, até aparecer o Youtube e um brasileiro gaiato zoar com a tradução sem noção do clássico. Veja a hilária "Eu vi o revólver sim do Rei" em http://br.youtube.com/watch?v=qYaQabd9res(*) A gente usa os contemporâneos single e album pra disfarçar... O nome correto na época era compacto, uma bolachinha com dois lados (sempre uma porcaria qualquer no lado B, nunca colocavam dois sucessos no mesmo disco), que rodava em 45 rpm (rotações por minuto). Alguém lembra? Tinha um furo maior no centro, precisava de um adaptador. E album era o LP (long play), o vinil, com 12 músicas e que rodava a 33 rpm. Como ainda existiam na praça os antediluvianos 78 rpm, os reprodutores de som da época do Creedence (eletrolas) tinham que ter uma alavanca com 3 posições para trocar as rotações. Affe!! Viajei...
Inglês tem cada uma...
Sexo polonês - Um mestre de obras polonês foi despedido depois que o encontraram em pleno ato sexual com um aspirador, em Londres. O encarregado, que deveria fechar o local depois do fim do trabalho, foi surpreendido nu e de joelhos, na sala de jantar de empregados de um hospital infantil britânico, de acordo com o jornal "Vinte Minutos". Sem acreditar, um guarda que fazia a segurança do centro clínico de Great Ormond pediu que o homem se limpasse e fizesse o mesmo com utensílio antes de sair.Ao ser interrogado por seus superiores, o homem afirmou que estava "aspirando suas cuecas" e que isto era uma prática habitual na Polônia, segundo informa o Daily Telegraph. Uma testemunha disse que o guarda se surpreendeu porque o homem "gritava mais forte do que o aspirador" (fonte: Reuters)Prejudicado verticalmente transa com máquina - Daniel Blackner, conhecido como "Capitão Dan, o Anão Demônio", que costuma se apresentar no Festival de Artes de Edimburgo teve de ser levado às pressas para o hospital, depois que seu pênis ficou preso num aspirador durante uma de suas performances. A parte principal da performance consistia na aparição de Dan no palco com um aspirador preso ao seu membro através de uma espécie de engate. No entanto, o dispositivo quebrou antes da apresentação e Blackner tentou consertá-lo usando uma super-cola. O problema foi que ele só deixou secar por 20 segundos, em vez dos 20 minutos necessários, e em seguida colocou a peça em seu órgão. O resultado final foi uma colagem firme, risadas, pavor na platéia e a hospitalização do Capitão Dan, que disse: - "Foi o momento mais embaraçoso da minha vida. (http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/news.html?in_article_id=476560&in_page_id=1770).
Como é que é? O polaco tava nu e de joelhos? De que lado estava esse aspirador? Anão transando com aspirador e se apresentando para uma platéia? Tem gente que paga pra ver isso? People, o que estará havendo na Grã-Bretanha? Só fico imaginando o que será que os ingleses pensam na hora de escolher na loja um aspirador novo... hehehe...
quarta-feira, 12 de março de 2008
Mensagem ao Prefeito Cesar Maia
"Bom dia, Sr. Prefeito! Infelizmente constatei ontem, as 18h40 que praticamente TODAS as lâmpadas da quadra na Rua México entre as Ruas Pedro Lessa e Araujo Porto Alegre, estão queimadas, isto em pleno centro financeiro e cultural do Rio de Janeiro. Eu, uma cidadã que paga em dia meus impostos, inclusive o IPTU, me senti abandonada, parecia que eu estava naquela cidade escura e imunda de 200 anos atrás, antes da chegada de D. João, então príncipe regente. Perguntei ao segurança que fica nos fundos da Biblioteca Pública e ele disse que as lâmpadas estão queimadas desde o meio do ano passado, que horror!!! Com o verão, até as 7 da noite ainda havia luminosidade daí não percebi que estamos nos tempos da escuridão do século XVIII. Por favor, solicito que sejam tomadas as providências cabíveis que se tratam de apenas trocar as lâmpadas queimadas. Nada tão custoso assim para uma metrópole". Esta mensagem foi encaminhada ontem por Cristina G. ao Prefeito Cesar Maia que, a bem da verdade, a repassou ainda ontem, na sua costumeira linguagem telegráfica, para o Diretor-Presidente da Rioluz: "SF CONHECER CM". Vamos ver no que vai dar...Mentir é legal
A principal corte da Itália estabeleceu que é legal mentir para a polícia sobre casos extraconjugais se a verdade for arruinar a reputação da pessoa. O caso sobre o qual o tribunal se baseou envolvia uma mulher de 48 anos que emprestou seu telefone celular ao amante. Ele usou o aparelho para ligar para o marido dela - com quem ela estava brigada - e insultá-lo. A mulher foi condenada por uma corte em primeira instância por omitir a verdade da polícia, que investigava as chamadas insultosas ao marido, mas a Suprema Corte da Itália não considerou que ela havia contrariado a lei. "Ter um amante é uma circunstância que prejudica a honra de uma pessoa, em sua esfera familiar e social", decretou a corte. Esconder a verdade, segundo a sentença, foi um tipo de autodefesa (fonte: Reuters). É isso aí moçada, vocês podem chegar tarde em casa e mentir à vontade. Agora tem jurisprudência!terça-feira, 11 de março de 2008
As plaravas
Rceebi uma megnseam cruisoa com a inrfoãmaço de que uma usinidavdere ienslga fez uma pqesusia e dreobiscu que, praa a letirua, não inrestesa a odrem em que as lrteas de uma plravaa etãso, "a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e a útmlia lrtea etejasm no lgaur crteo". Não me pentruge pouqre. Ahco mituo eqsuitsio, mas a vdaerde é que fciunona. E se fcionuna em iglêns e pugortêus, dvee fiouncnar até em hgarúno, "a úicna lgínua que o dabio reeispta". Gotsei da noíctia e rsloevi erevscer um ranomce iteinro com essa nvoa otorafgria. Psenei na iédia de um prseoagnem dsléixcio, dodato de uma ingêteclinia etraoxrdnáiira, ctanondo a hóistria na preiimra pssoea. A dsleiixa é uma dfunçisão metanl que faz com que o sueitjo, etnre otuars coaiss, eambrahle as ltreas de uma plavara. O que não o imedpe de dnveseovelr hilabdadies epesaciis. Tom Cuirse, por emxelpo, é dléixciso e tnooru-se um dos maoreis arosts de Hywoollod de tdoos os tpemos. Meu raomnce treia uma luingaegm prórpia, com essa oratogrfia eastrhna, e nesitacesria um ctero esrfoço praa ser apacomhnado. As alçõteraes em cada sqüeiênca de lraets, segriauim uma liógca picartular ciarda pelo pronistotaga, com um cdigóo seetcro emdbutio no seu porsceso de elaçaborão. Um tpio de critopfigraa que, desdanveda, revilaera sreoegds de eastdo. Mias tdare, qanduo a hóriista fsose aptdaada praa o cemina, Tom Ciusre prodeia fzear o ppeal pciprinal. Ddese que acsitaese o cchaê. As pvralaas são cmoo os fmiles. A gtene lebrma do cmeoço, do hpapy end e é caapz de ctaonr a htórisia tdoa, mmeso que não coignsa dcreveser exentatame a sqüncieêa de coters, o endeacamnteo em que faorm modantas as ceans. A vdia de tdoo mduno tabémm é aissm. Qnduao a gtene nscae, aguélm dá um gitro de agleria. No fim, esvecrem uma fasre bionta nmua lidápe deizndo que fooms baancas e dxameios sdaaude. E rigeastrm as daats: nimasntceo e mrtoe. O que vieo no mieo dsiso foi um mtone de csaois muistdraas, baos e riuns, e nguéinm lebrma mias deitiro em que oderm eals faorm apacenredo. Ou sjea, não itmpora msmeo. Pblao Nuerda dziia que "eevscrer é siplmes, coçmea com uma maúsciula, tinerma com um ptono e no mieo vcoê coocla as iéidas". É uma blea fsrae que coirmnfa essa tieora. O que iesntersa é cmoo a csoia ceçoma e cmoo trmiena. Dsdee que, é calro, vcoê tnhea aumlga iédia intsanereste praa colaocr etrne a maslciúua e o potno fianl (Crônica do Kledir Ramil).Puritanos versus liberais
Enquanto a puritana e hipócrita sociedade norte-americana se escandaliza com os procedimentos do governador [democrata] de Nova Iorque que telefonava pessoalmente para o serviço de sexo mais caro da cidade e pagava US$ 4 mil por programa, convenhamos, um otário que deu mole ao se deixar apanhar em ano de eleições pela polícia federal comandada pelos republicanos, lá nas Nederlands rola o seguinte: a partir do segundo semestre deste ano não será mais crime ter relações sexuais nos parques públicos holandeses. Segundo um regulamento criado por especialistas da polícia holandesa, ter uma relação sexual completa em um parque público não deverá mais ser considerado um comportamento proibido. Basta, no entanto, que sejam seguidas algumas regras simples como: respeitar os horários - somente após o anoitecer -, realizar o ato longe dos parquinhos infantis e jogar os preservativos no lixo. A polícia convida desse modo todas as grandes cidades da Holanda a seguir o exemplo de Amsterdã, onde o sexo livre em alguns parques públicos já é permitido. De acordo com o regulamento, ao encontrar um casal, ou mais pessoas, tendo relações sexuais, "os oficiais de polícia não devem, de maneira nenhuma, perturbar a atividade, contanto que não estejam perturbando outras pessoas". Ações "corretivas" por parte dos policiais poderão ser tomadas "apenas na presença de comportamentos ofensivos diante do público presente" (fonte: ANSA). Ficou animado? Em 13 horas você pode estar lá (veja os parques no mapa)... Viagens pela classe econômica a partir de US$ 817.00.segunda-feira, 10 de março de 2008
E quem será o cliente número 1?
O governador de Nova Yorque, Eliot Spitzer, pediu desculpas publicamente nesta segunda-feira depois que o jornal The New York Times publicou um artigo que o acusa de ter envolvimento com uma rede de prostituição. ''Eu agi de uma forma que violou minhas obrigações para com a minha família e o meu padrão e o de qualquer um sobre o que é certo e errado'', afirmou Spitzer, ao lado de sua mulher, quando teria confirmado serem verdadeiras as insinuações de que seu pau seria pequeno. "O meu é deste tamanhinho!", parece mostrar ele na foto. O governador também pediu perdão à população, lamentando lhes ter traído a confiança. Spitzer, que é casado e tem três filhos, está em seu primeiro mandato como governador. De acordo com o NYT, a denúncia teria vindo à tona após quatro pessoas terem sido presas em conexão com uma rede de prostituição de alto luxo, conhecida como Emperors Club VIP. A rede promovia encontros entre prostitutas e clientes de alto poder aquisitivo em cidades como Washington, Nova Iorque e Paris. Documentos apreendidos durante a detenção dos quatro acusados apontariam para a participação de Spitzer. Ele teria estado em Washington no dia 13 de fevereiro, quando teria marcado um encontro com uma das prostitutas da rede. Um homem identificado como ''o cliente número 9'', que seria o governador, teria mantido contatos com um dos integrantes do Emperors Club em gerenciar encontros entre clientes e garotas de programa, disse o jornal (fonte: BBC Brasil). Gente, com um panaca desses só zoando! Como é que em pleno século XXI o cara dá essa de otário? Tinha mais é que pedir as contas e sair de fininho. Alguém vai querer ser governado por uma besta dessas?Gatos pintados
Dizem que é um hábito oriental milenar que está sendo resgatado por uns carinhas dos EUA que mandam pintar seus bichanos de estimação em pet shops para riquinhos. O preço médio de cada pintura é 15 mil dólares norte-americanos. Por causa do crescimento dos pelos, o horror precisa de retoques a cada três meses, o que representa uma despesa anual de US$ 60,000.00. Tem até um livro sobre como e por que pintar gatos... Sabem do que mais? Tem mais é que juntar os donos desses gatos (olha só a cara do idiota), de lambuja pegar os coiffeurs, mais os escritores da aberração e trancafiá-los todos num manicômio e jogar a chave fora. Além disso, sumariamente expropriar os bens dos caras e doá-los - em nome das vítimas (os gatos) - para instituições que olham por crianças carentes. E ahh! Contratar alguém para, de tempos em tempos, ir no manicômio e dar uma demão de tinta nos corpos dos panacas para eles lembrarem do que é bom para a tosse! Vejam sobre o livro (e mais fotos de gatos pintados) em http://www.whypaintcats.com/domingo, 9 de março de 2008
Que tédio mais entediante...
Gente... Este domingo tá um tédio só... Só troquei a gata da semana e olhe lá... :-)
sábado, 8 de março de 2008
Blowin’ in the Wind
Para homenagear o Dia Internacional da Mulher (parabéns, meninas!) e motivado pela presença na cidade do sr. Robert Allen Zimmerman, aka Bob Dylan, que apresenta para 6.500 pessoas hoje à noite (inaugurando o Rioarena, na Barra da Tijuca, às 21h30) a sua Never Ending Tour (Turnê sem fim), iniciada em 1988 e que completou 2000 apresentações no ano passado, resolvi postar aqui a letra de Blowin’ in the Wind, composta por ele, aos 21 anos, em 1962. Tempos difíceis, guerras estourando, preconceito racial no auge nos EUA, conflitos sociais, violência, desamor... Em Soprando no Vento, Dylan faz perguntas filosóficas sobre temas atemporais, tais como paz, guerra, compaixão, liberdade, o que faz com a canção permaneça atual, transcorridos mais de quarenta anos:Soprando no vento (Blowin’ in the Wind)
Quantas estradas um homem precisa percorrer,
Antes que venha a ser chamado de homem?
Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar,
Antes que ela possa repousar na praia?
E por quantas vezes ainda as balas de canhão voarão,
Até que sejam para sempre banidas?
A resposta, meu amigo,
A resposta está soprando no vento...
está soprando no vento.
Quantos anos deve uma montanha existir,
Até que se desmanche no mar?
Quantos anos devem algumas pessoas existir,
Até que sejam permitidas a serem livres?
E quantas vezes pode um homem virar sua cabeça,
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta, meu amigo,
A resposta está soprando no vento...
está soprando no vento.
Quantas vezes deve um homem olhar para cima,
Antes que possa enxergar o céu?
Quantos ouvidos deve um homem possuir,
Até que possa ouvir o lamento do próximo?
E quantas mortes ainda serão necessárias,
Até que perceba que pessoas demais morreram?
A resposta, meu amigo,
A resposta está soprando no vento...
está soprando no vento.
http://www.youtube.com/watch?v=A4nPJ-YYHBc&feature=related
(colaboração da Neicir)
sexta-feira, 7 de março de 2008
Bar ruim é lindo, bicho
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos (deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão - é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra a gente" - eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo (eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz. Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?). - "Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem"? (Crônica de Antonio Prata, integrante do volume "As Cem Melhores Crônicas Brasileiras", da editora Objetiva, organizado por Joaquim Ferreira dos Santos).Observação: se você leu a capa do livro ali em cima, deve ter estranhado encontrar Chico Buarque e Caetano Veloso, o que esses dois estão fazendo numa seleção das 100 melhores crônicas brasileiras? Alguém deve ter "dançado"... Certamente. Mas quem selecionou foi o Joaquim Ferreira dos Santos, então palmas pra ele. Tudo isso é pra dizer que, se fosse eu a escolher crônicas de letristas de músicas, juntaria a Chico & Caetano o Kledir Ramil (da dupla Kleiton e Kledir), que escreve crônicas bem demais e tem um livro divertidíssimo chamado "Tipo Assim", de onde foi tirada a crônica do post abaixo.
Tipo assim
Tô ficando velho! Um dia desses, às 2 da manhã, peguei o carro e fui buscar minha filha adolescente na saída do show do Charlie Brown Jr. Ela e as amigas estavam eufóricas e eu ali, meio dormindo, meio de pijama, tentei entrar na conversa. "E aí, o show foi legal?". A resposta veio de uma mais exaltada do banco de trás: "Cara! Tipo assim, foda!". E outra emendou: "Tipo foda mesmo!" Fiquei tipo assim calado o resto do percurso, cumprindo minha função de motorista. Tô precisando conversar um pouco mais com minha filha, senão daqui a pouco vamos precisar de tradução simultânea. Para piorar ainda mais, inventaram o ICQ, essa praga da internet onde elas ficam horas e horas escrevendo abobrinhas umas pras outras, em código secreto. Tipo assim "kct! vc tmb nunk tah trank, kra. Eh d+, sl. T+ Bjoks. Jubys". Em português: "Cacete! Você também nunca está tranqüila, cara. É demais, sei lá. Até mais, beijocas. Jubys". Jubys, que deve ser pronunciado "diúbis", é isso mesmo que você está imaginando, a assinatura. Só que o nome de batismo é Júlia, um nome bonito, cujo significado é "cheia de juventude", que eu e minha mulher escolhemos, sentados na varanda, olhando a lua... Pois Jubys é hoje essa personagem de cabelo cor de abóbora, cheia de furos nas orelhas, que quer encher o corpo de piercings e tatuagens. Tô ficando velho! Outro dia tentei explicar pro mesmo bando de adolescentes o que era uma máquina de escrever. Nunca viram uma. A melhor definição que consegui foi "é tipo assim um computador que vai imprimindo enquanto você digita". Acho que não entenderam nada. Eu sou do tempo do mimeógrafo. Para quem não sabe, é uma máquina que você coloca álcool e dá manivela para imprimir o que está na folha matriz. Por sua vez, essa matriz precisa ser datilografada (ver "datilografia" no dicionário) na tal máquina de escrever, sem a fita (o que faz com que você só descubra os erros depois do trabalho feito), com o papel carbono invertido... Enfim, procure na internet que deve haver algum site de antiguidades que fale sobre mimeógrafo, papel carbono, essas coisas. Se eu ficar explicando cada vocábulo descontinuado, não vou conseguir acompanhar meu próprio raciocínio.Voltando às garotas, a cultura cinematográfica delas varia entre a "obra" de Brad Pitt e a de Leonardo de Caprio. Há anos tento convencê-las a ver "Cantando na Chuva", mas sempre fica para depois. Um dia, cheguei entusiasmado em casa com a fita de um filme francês que marcou minha infância: "A guerra dos botões". Juntei toda a família para a exibição solene e a coisa não durou nem 5 minutos. O guri foi jogar bola, Jubys inventou "um trabalho de história sobre a civilização greco-romana que tem que entregar tipo assim até amanhã senão perde ponto" e até minha mulher, de quem eu esperava um mínimo de solidariedade, se lembrou que tinha um compromisso com hora marcada e se mandou. Fiquei ali, assistindo sozinho e lembrando do tempo em que eu trocava gibi na porta do Capitólio. Eu sou do tempo em que vidro de carro fechava com maçaneta. E o Fusca tinha estribo e quebra vento. Não espalha, mas eu andei de Simca Chambord, de DKW, Gordini, Aero Willis e até de Romiseta. Não dá pra explicar aqui o que era uma Romiseta, só vou dizer que era tipo assim um veículo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela parte da frente (onde hoje fica o motor) e a direção era grudada na porta. Procure na internet, deve haver um site. Tá bom, tá bom, confesso mais. Usei camisa Volta ao Mundo, casaquinho de Banlon, assisti à Jovem Guarda, O Direito de Nascer... mas é mentira essa história de que meu primeiro disco gravado foi em 78 rotações. Há pouco tempo, João, meu filho de 8 anos, pegou um LP e ficou fascinado. Botei pra tocar e mostrei a agulha rodando dentro do sulco do vinil. Expliquei que aquele atrito era transformado em pulsos elétricos e transmitido através do toca-discos, dos fios, até chegar ao alto falante onde era gerado o som que estávamos escutando... mas aí ele já estava jogando o Pokemon Stadium no Game Boy. Não é que ele seja desinteressado, eu é que fiquei patinando nos detalhes. Ele até que é bastante curioso e adora ouvir as "histórias do tempo em que eu era criança". Quando contei que a TV, naquela época, era toda em preto e branco ele "viajou" na idéia de que o mundo todo era em preto e branco e só de uns tempos para cá é que as coisas começaram a ganhar cores. Acho que de certa forma ele tem razão. Tipo assim... ("Tipo assim" é a crônica que dá nome ao livro de crônicas do Kledir Ramil, selecionadas entre aquelas publicadas no jornal Zero Hora, de Porto Alegre e editado pela RBS Publicações, somente encontrável em sebos).Próximo almoço da Confraria
O local do próximo almoço mensal da Confraria, em abril, será no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (Pavilhão de São Cristóvão) que concentra a cultura nordestina no Rio de Janeiro (comida, artesanato, música, dança, literatura etc). Vamos almoçar no restaurante Baião de Dois, com ar-condicionado, bem atendido, todas aquelas opções de comida típica e, é claro, o refrigerante Jesus.Oito de março: não esqueça de festejar
No dia 8 de março de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve e ocuparam a fábrica, para reivindicar a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos que 1/3 do salário dos homens, foram fechadas na fábrica, ocorreu um incêndio e cerca de cento e trinta delas morreram queimadas. Em 1903, profissionais liberais norte-americanas fundaram a "Women’s Trade Union League", com o principal objetivo de ajudar todas as trabalhadoras a conseguir melhores condições de trabalho. Em 1908, mais de quatorze mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque para reivindicar o mesmo que as operárias de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas a melhor qualidade de vida. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres que morreram queimadas, comemorar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, referendado pela ONU em 1975. Pesquisa fracassada
A ONU resolveu fazer uma pesquisa mundial. Enviou telegramas para os representantes de todos os países filiados, com a seguinte pergunta "Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo". O resultado foi um retumbante fracasso! Nenhum dos países europeus entendeu o que era "escassez". Os africanos não sabiam o que era "alimentos". Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era "opinião". Os argentinos desconheciam o significado de "por favor". Os norte-americanos nem imaginavam o que significava "resto do mundo". E no Brasil, bem, no Brasil o Congresso está debatendo até agora o que é "honestamente!" (contribuição da Valéria M).quinta-feira, 6 de março de 2008
Boicote Arkhos Biotech, seus patrocinadores e clientes
Espertinhos metidos a criativos bolaram um filminho polêmico, com o objetivo de deixar você puto da vida e atraí-lo para o site a fim de saber quem são os babacas. Aí você fica com cara de otário, porque eles querem mesmo é oferecer picaretagens do tipo "solução para carecas" e venda de bugigangas da Amazônia... Sabem do que mais? Tá na moda: porrada neles!! Por isso proponho o boicote a todos aqueles de uma forma ou outra estão vinculados ao site da Arkhos, vamos nessa?
Vejam o vídeo abaixo e depois dêem um pulinho em http://www.arkhosbiotech.com/
quarta-feira, 5 de março de 2008
Marketing
Dois hermanos chegam a Sampa, sem grana. Um diz: - "Vamos nos separar para pedir dinheiro e ao final do dia nos reuniremos para ver quanto cada um de nós arrumou". O outro topa e então cada um vai para o seu lado. Já bem de noitinha se encontram de novo e um pergunta para o outro: - "Quanto você conseguiu?" - "R$10,00". - "E como fez?" - Fui ao parque do Ibirapuera e pintei um cartaz: No tengo trabajo, tengo 3 hijos que atender, por favor necesito ayuda." - "E você, quanto ganhou"? - "Ganhei R$ 8.694,00". - "Madre de Diós!!! Como você fez para conseguir tanto?" - "Escrevi um cartaz assim: "Falta um real pra eu voltar para a Argentina." (colaboração do Teacher)terça-feira, 4 de março de 2008
O desmonte do Morro do Castelo
Uma das obras mais polêmicas da cidade do Rio de Janeiro, a demolição do Morro do Castelo no início do século passado, só foi possível graças ao uso da ferrovia para a retirada dos entulhos. Para realizar o que na época se chamava de o "arrasamento" do morro, o prefeito Carlos Sampaio contratou a empreiteira norte-americana Leonard Kennedy & Co, que mandou construir várias locomotivas pela Baldwin Locomotive Works, entre elas a Baldwin 55.341 que está hoje no Museu do Imigrante, em São Paulo, em perfeito estado (Fonte: Revista Ferroviária)
As obras começaram em 1922 (clique na foto para ampliá-la). A tarefa consistia em derrubar o morro, que ocupava uma área de 184 mil metros quadrados em pleno Centro da cidade do Rio de Janeiro. Foram retirados 4,6 milhões de metros cúbicos de terra. E o uso da ferrovia neste trabalho foi intenso. A empreiteira usava pequenas locomotivas de manobra para retirar o aterro, que mais tarde foi usado para aterrar a área de charco que cercava o morro e nos bairros da Urca, Copacabana e Gávea. Foi a partir do Morro do Castelo que a cidade do Rio de Janeiro cresceu e se urbanizou. A fundação da cidade ocorreu no que hoje é o bairro da Urca, mas em 1567 - depois da expulsão dos franceses pelas tropas de Estácio de Sá - a ocupação da cidade foi transferida para o Morro do Castelo, de onde se tinha uma vista privilegiada para a entrada da Baía de Guanabara. Os jesuítas, que na época tinham grande prestígio, construíram um colégio, o convento e uma igreja no alto do morro. Mas a expulsão dos jesuítas da cidade pelo Marquês de Pombal, em 1759, acabou dando origem a uma lenda que ia acompanhar o Morro do Castelo até a sua completa destruição. Como saíram apressados, fugindo, os Jesuítas teriam deixado para trás um tesouro enterrado no morro. À lenda do tesouro juntou-se uma discussão em torno do morro que durou mais de um século: a necessidade da sua demolição. Do alto do Castelo, a cidade se espalhou pelas planícies que o rodeavam.E já a partir do século XVII, a posição privilegiada da colina perdeu importância para o comércio marítimo que se desenvolveu em torno da praça XV. O casario colonial e as estreitas e tortuosas ruelas do morro passaram a ser ocupadas por uma população pobre e marginalizada. Quando a demolição do morro começou em 1922, ninguém mais acreditava que ela iria acontecer. Cinco mil pessoas ainda ocupavam a área. Uma teoria muito em voga na época, dizia que o morro impedia a circulação do vento que vinha da Baía de Guanabara, contribuindo para as moléstias e epidemias que atacavam a população no Centro da cidade. Os defensores de sua destruição, entre eles alguns médicos e sanitaristas, ressaltavam como benefício adicional o uso do entulho da demolição para aterrar a área de charco e mangues que cercavam o morro, eliminando os "miasmas febris", que - dizia-se - subiam do pântano (fonte: Revista Ferroviária). Lições corporativas IV
Lição nº 9 - No meio da mata, uma perereca preparava-se para comer uma mosca, quando um macho, que observava a cena, disse: - "Perereca, não coma já a mosca! Espere que a abelha a coma, depois tu comes a abelha. Ficarás melhor alimentada". A perereca assim fez e, efetivamente, passados alguns segundos, veio a abelha e comeu a mosca. A perereca preparou-se, então, para comer a abelha, mas o macho interrompeu novamente: - "Perereca, não comas a abelha! Ela vai ficar presa na teia da aranha e a aranha vai comê-la. Então, tu comes a aranha e ficarás melhor alimentada". A perereca de novo esperou. A abelha levantou vôo, caiu na teia da aranha, veio a aranha e comeu-a. A perereca preparou-se para saltar sobre a aranha, mas de novo o macho falou: - "Perereca, não sejas precipitada! Há de vir o pássaro que comerá a aranha, que comeu a abelha, que comeu a mosca. Comerás o pássaro e ficarás melhor alimentada". A perereca, reconhecendo os bons conselhos do macho, aguardou.... Logo depois, chegou o pássaro. Entretanto, começou a chover e a perereca, ao atirar-se sobre o pássaro, escorregou e caiu numa poça d'água. Neste momento, uma cobra que passava por lá, engoliu a perereca e sumiu mata a dentro. Moral da história: quanto mais tempo durarem as preliminares, mais molhada ficará a perereca... Porém, cuidado! Se não comer, virá outro e a comerá! (colaboração do Vaca Lopes)É você na foto?
DIGA: -Identifica (never "indentifica") -Menos (nunca "menas") -Iogurte (jamais "iorgute") -Mortadela (nunca "mortandela") -Mendigo (e não "mindingo") -Travesseiro (não use "trabisseiro") -Trezentos gramas (é O grama e não A grama) -Cadarço (nunca "cardaço"). NÃO DIGA: -Asterístico (asterisco) -Beneficiente (beneficente -lembre-se de Beneficência Portuguesa) -Meia cansada (meio cansada).E lembre-se: -Mal combina com Bem -Mau combina com Bom -A casa é GEMINADA, do latim geminare (duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar. O certo é CUSPIR e não GOSPIR, assim como é BASCULANTE e não VASCULHANTE, a janela do banheiro ou da cozinha.
Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino! O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos. Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA. O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.
"-FAZ dois anos que não o vejo" e não " FAZEM dois anos". POR ISSO e não PORISSO. "HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM". "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER..." PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA. A PARTIR e não À PARTIR. Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para mim fazer, para mim comprar ou para mim comer (mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu, eles, nós, vós, eles").
Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi etc.) A pronúncias CD-ROM é igual a ROMA sem o A, não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc). ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura. HALL é RÓL não RAU, nem AU.
E ainda tem o horror falado pelo pessoal do TELEMARKETING: não é eu vou ESTAR mandando, vou ESTAR passando, vou ESTAR verificando e sim eu vou MANDAR, vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO). Da mesma forma é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO? Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?
Ao telefone não use: Quem gostaria? É de matar... E também não use: peraí, agüenta aí, só um pouquinho (prefira: aguarde um momento, por favor). Por último e talvez a pior de todas : arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário (estas palavras não existem!). Não é elegante você tratar por telefone pessoas que não conhece utilizando termos como: querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)... Utilize o nome da pessoa ou "Senhor", "Senhora" (colaboração da Martha).
segunda-feira, 3 de março de 2008
Formando jurisprudência
Lembram daquele juiz de Niterói que processou o condomínio em que mora, por causa do tratamento de "você" dado pelo porteiro? Pois é, recebi cópia da sentença. É uma redação bem argumentada, que até se solidariza com o magistrado que se queixa, porém... Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro / Comarca de Niterói - Nona Vara Cível / Processo n° 2005.002.003424-4 / SENTENÇA - Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por Antonio Marreiros da Silva Melo Neto contra o Condomínio do Edifício Luiza Village e Jeanette Granato, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de "senhor". Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de "Doutor", "senhor", "Doutora", "senhora", sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos. (...) DECIDO. "O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter." (Noberto Bobbio, in "A Era dos Direitos", Editora Campus, pg.15). Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente. Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude. Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida. "Doutor" não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de "doutor", sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa - para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que "professor" e "mestre" são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado. Embora a expressão "senhor" confira a desejada formalidade às comunicações não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir. O empregado que se refere ao autor por "você", pode estar sendo cortês, posto que "você" não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social. O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe "semi-culta", que sequer se importa com isso. Na verdade "você" é variante - contração da alocução - do tratamento respeitoso "Vossa Mercê". A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome "você", devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de "seu" ou "dona", e isso é tratamento formal. Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/ a senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente. Na edição promovida por Jorge Amado "Crônica de Viver Baiano Seiscentista", nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que "você" é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999). Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes. Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de "você" e "senhor" traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais. Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade. Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I. Niterói, 2 de maio de 2007. Alexandre Eduardo Scisinio Juiz de Direito (colaboração da Diana)
domingo, 2 de março de 2008
Leilão de carros usados
E aí, quem se habilita? No próximo dia 8 vão a leilão 250 carros antigos na edição nr 13 do Automobiles of Amelia Island, um evento anual de antigomobilismo nos EUA. A estrela da festa está aí ao lado: ficou guardado por 59 anos até que o dono atual, que o adquiriu em 1999, se dispusesse a vendê-lo. O carro é único e foi especialmente construído em 1934 para Edsel Ford, filho de Henry e então presidente da Ford Motor Company, que o usou até morrer, em 1943. O modelo jamais foi duplicado, tem corpo em alumínio, dois pára-brisas e faróis no conjunto da grade. As aberturas de ventilação no capô e os frisos dos radiadores vieram da fábrica de aviões onde foi desenvolvido. Seu motor é um Mercury V8 de 120hp com dois carburadores. O câmbio é de três marchas e a suspensão baixa foi conseguida graças à montagem invertida de um chassis de Ford 1934, que deixou o encaixe das rodas dentro do recorte das longarinas e não sobre eles, como nos modelos normais de rua. Saiba mais sobre o Speedster e os outros carros pelo link http://www.rmauctions.com/ Eike bom ter grana
Estava fazendo a minha caminhada matinal quando eis que de repente passa por mim buzinando, carregado de bacanas, o novo barco de turismo do Eike Batista, o homem mais rico do Brasil (US$ 16,6 bi) que, ao que parece, resolveu entrar pesado no ramo: segundo a furona Hildegard Angel, anteontem o miliardário assinou a intenção de compra do Hotel Glória (610 apartamentos), inaugurado pelo Presidente Epitácio Pessoa, e deve desembolsar R$ 80MM pelo imóvel, mais outros milhões em um projeto de hotelaria que "promete surpreender os cariocas". O Copacabana Palace que se cuide, porque Eike está de olho nos hóspedes do tradicionalíssimo hotel. Mas de todos os investimentos do mega-empresário, o que mais chama a atenção é a morena de responsa que substituiu a Luma de Oliveira. Ai que bom ter grana... Teorias comportamentais
O comportamento dos povos pode ser classificado em quatro grandes grupos: (1) o grupo da Inglaterra, onde tudo é permitido, salvo o que é proibido; (2) o grupo da Suíça, onde tudo é proibido, menos aquilo que é permitido; (3) o grupo dos países totalitários, de autoridade arbitrária, sendo tudo proibido, mesmo aquilo que é permitido; e finalmente (4) o grupo dos países latinos, onde tudo é permitido, mesmo o que é proibido.
sábado, 1 de março de 2008
Rio 453 anos
Não, o título não está errado... A efeméride de hoje, 443 anos de fundação da cidade, faz parte da contabilidade portuguesa da História, a dos vencedores: em 1 de março de 1565, Estácio de Sá desembarcou na Praia de Fora, hoje área militar da Fortaleza de São João (será que ele estava procurando o Bar Urca?), que aqui chegou com uma missão: expulsar os franceses. Muitos anos antes, Nicolas Durand de Villegaignon organizou uma expedição com 3 navios e 600 homens com o objetivo de estabelecer aqui um entreposto para comercializar o pau-brasil e criar na Guanabara a França Antártica. Os franceses chegaram em 1555 (portanto, 10 anos antes de Estácio) e ocuparam desde uma ponta de praia que existia onde hoje está a Igreja de Santa Luzia - naquela época o mar batia ali - até a enseada de Botafogo. Construiram casas e batizaram o lugar de Henri Ville. Para proteger o pedaço, os franceses construiram um fortificação numa ilhota em frente. Hoje, é conhecida por Ilha de Villegaignon e, com o Aterro, ficou colada à pista do Aeroporto Santos Dumont, mas ainda é uma ilha, acessada por dois pontilhões e nela está instalada a Escola Naval. Do Forte (não lembro o nome original e estou com preguiça de acessar a homepage da Escola...) existem restos, embaixo do pavilhão das salas de aula (estive lá em 2004, em um Congresso). Nos entreveros que se seguiram à chegada de Estácio, em cerca de um ano os portugueses conseguiram expulsar os franceses. Em 1567, dois anos depois de sua chegada e com 25 anos, Estácio foi vítima de uma "flecha perdida" e morreu.O túmulo de Estácio está, desde 1840, na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca. Antes, os restos mortais jaziam em um santuário no alto do Morro do Castelo, que foi demolido (o morro) porque o governo queria acabar com o ambiente insalubre que estava se formando por conta da urbanização do centro da cidade. O Morro subia por trás da rua Santa Luzia e descia nas imediações da rua da Assembléia, quase no Paço Imperial, na Praça XV. A terra que foi deslocada serviu para a primeira parte do Aterro: da praça Paris até o MAM / Aeroporto Santos Dumont, construídos depois, obviamente, e para criar o bairro da Urca. A região é chamada até hoje de Esplanada do Castelo e nela foram construídos dos ministérios da Fazenda, do Trabalho, da Cultura e de uma infinidade de prédios comerciais.
Depois da morte de Estácio foi concluída (1578) a construção do Forte de São José (foto), o terceiro mais antigo do país. Restaurado mais de uma vez, em maio próximo nele será inaugurado um Museu Histórico, com o objetivo de revitalizar a região e atrair mais turistas, já que a área é considerada o berço da cidade. O Forte é a principal construção da Fortaleza de São João, que foi criado para, em conjunto com o Forte de Santa Cruz, do outro lado da entrada da baía, em Niterói, acabar definitivamente com as possibilidades de invasões estrangeira e de piratas. Com baterias de canhões de cada lado, não havia bucaneiro que se aventurasse passar...
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