sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Anastassia Elias, Paris: arte em rolos de papel higiênico

Fonte: Obvious

Tempo é dinheiro

De onde vem a expressão "tempo é dinheiro"? O físico Benjamin Franklin (1706-1790) teria chegado a ela depois de ler obras do filósofo grego Teofrasto (372-288 a.C). O pensador grego, a quem é atribuída a autoria de cerca de 200 trabalhos em 500 volumes, teria mencionado a frase 'tempo custa muito caro'. Isso porque ele escrevia, em média, um livro a cada dois meses. (fonte: Bom Dia).
Teofrasto (em grego Θεόφραστος) foi o sucessor de Aristóteles na escola peripatética, tendo a presidido durante trinta e cinco anos. Sob a sua direção, a escola floresceu admiravelmente, chegando a ter mais de 2000 estudantes. Era oriundo de Eressos, em Lesbos. O seu nome original era Tirtamo, mas ficou conhecido pela alcunha de 'Teofrasto', que lhe foi dada por Aristóteles, segundo se diz, para indicar as qualidades de orador. Depois de ter recebido uma primeira introdução à filosofia em Lesbos, foi para Atenas e conseguiu integrar-se como membro do círculo platônico. Depois da morte de Platão, ligou-se a Aristóteles e provavelmente acompanhou-o a Estagira: a amizade íntima de Teofrasto com Calistenes, o aluno e companheiro de Alexandre Magno, a menção no testamento a uma quinta em Estagira e os repetidos apontamentos sobre a cidade e os museus na sua obra Historia plantarum (História das Plantas) são fatos que levam a esta conclusão. Aristóteles, no testamento, nomeou-o como tutor dos filhos, legando-lhe a biblioteca e os originais dos trabalhos e designando-o como sucessor no Liceu, quando se mudou para Calcis. Eudemo de Rodes também alude a esta situação e diz-se que Aristoxeno ficou ressentido com esta decisão de Aristóteles.
A Escola peripatética foi um círculo filosófico da Grécia Antiga que basicamente seguia os ensinamentos de Aristóteles, o fundador. Fundada em c.336 a.C., quando Aristóteles abriu a primeira escola filosófica no Liceu em Atenas, durou até o século IV. "Peripatético" (em grego, περιπατητικός), é a palavra grega para 'ambulante' ou 'itinerante'. Peripatéticos ('os que passeiam') eram discípulos de Aristóteles, em razão do hábito do filósofo de ensinar ao ar livre, caminhando enquanto lia e dava preleções, por sob os portais cobertos do Liceu, conhecidos como peripatoi, ou sob as árvores que o cercavam. A escola sempre teve uma orientação empírica - em oposição à Academia platônica, muito mais especulativa. Tal característica se acentuou quando Teofrasto assumiu a direção. O mais famoso membro da Escola peripatética depois de Aristóteles foi Estratão de Lampsaco, que incrementou os elementos naturais da filosofía de Aristóteles e adotou uma forma de ateísmo. (fonte: transcrição de Wikipedia)

Gatilhos, gambiarras etc

Guarda compartilhada de cachorro

Cinco anos depois da separação de seus donos, "Laude" poderá voltar a conviver com ambos após um juiz espanhol conceder a guarda compartilhada do cachorro ao ex-casal, que terá o animal em períodos sucessivos de seis meses. O litígio começou há cinco meses, depois que a senhora Paqui Barrios pediu a guarda compartilhada do cachorro que seu então parceiro e ela, que conviveram durante nove anos, encontraram abandonado e adotaram, em 2001. O magistrado do Juizado de Primeira Instância número 2 de Badajoz, Luis Romualdo Hernández, considerou em sua sentença que de acordo com o Código Civil, os animais têm a natureza de bens móveis, já que podem ser objeto de apropriação. "Estamos diante de um bem, o cachorro, sem dúvida e essencialmente indivisível. As opções, então, seriam a atribuição do cachorro a um dos donos, com o dever de indenizar o outro, ou a guarda compartilhada", disse o juiz em sua sentença, publicada integralmente em diversos meios. O magistrado também fez referência a uma lenda dos índios norte-americanos sobre o Deus Nagaicho, que diz que este criou o mundo, o homem, a mulher e todos os animais, exceto o cachorro, que ia a seu lado porque sempre esteve ali. "Acima de tudo, talvez por essa relação especial inata, o principal papel do cachorro é nos fazer companhia, sobretudo nas sociedades urbanas. E desta companhia, como consequência lógica, nascem grandes afetos", de acordo com a sentença. (transcrito de Reuters)
http://www.emol.com/noticias/internacional/detalle/detallenoticias.asp?idnoticia=441538

Piadinha família

O editor da Veja coloca na pauta fazer fotos de uma queimada gigantesca na Serra do Mar. Convoca o fotógrafo de plantão e recomenda que seja rápido o bastante para pegar o fechamento da edição da semana. O cara corre para o aeroporto e aluga um avião com um piloto. Avisam-no que terá um Cessna monomotor à disposição em no máximo uma hora. Cinqüenta minutos depois, o Cessna já está na pista, com o piloto esperando. Ele sobe no avião e berra: - Vamos!!! O piloto liga o motor, taxia e decola. Em pleno voo, o fotografo diz: - Você esta vendo aquela fumaça lá na frente? Quero que você se aproxime o máximo que der e desça o mais baixo que puder. O piloto pergunta nervoso: - Mas por quê? - Ora, para tirar fotos para a Veja - responde o fotógrafo. Depois de uma pausa com um silêncio pesado, o piloto diz: - Pô! Fala sério!! Você é o instrutor, não é ?!?!?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ficção: estamos em 2015

Alguém, em 2015, faz o retrospecto da internet, desde o surgimento da World Wide Web (Rede de Alcance Mundial), passando pela disputa Google x Microsoft, pelo desaparecimento do New York Times digital, pela falência do Quarto Poder (a imprensa), pelo surgimento do Googlezon e pelo lançamento, em 2014,  do Google Epic - Evolving Personalized Information Construct (Construção Evolutiva de Informação Personalizada).
É um 'docuficção' feito em flash por Robin Sloan e Matt Thompson, com música de Aaron McLeran, para o fictício Museum of Media History (Museu de História da Mídia). Legendas em português.
http://www.youtube.com/watch?v=4OZ-ANCEchM&feature=related

Pombo-correio se perde, viaja 8.300 km e vai parar no Panamá

Há seis semanas, o pombo correio 'Houdini', de dez meses, saiu para realizar uma corrida de seis horas, na Inglaterra, para cobrir a distância de Guernsey para Dudley, cerca de 360 quilômetros ida-e-volta. Mas não voltou e o seu dono Darren Cubberly, de 45 anos, perdeu as esperanças de reencontrá-lo. Na semana passada, ele ficou surpreso ao receber uma ligação da Cidade do Panamá (na foto) onde o pássaro foi encontrado. O inglês foi informado que o pássaro estava vivo e saudável apesar de viagem de mais de 8.300 quilômetros. Acredita-se que o pombo desembarcou de um navio que estava viajando pela área.

O pássaro foi encontrado por Gustavo Ortiz após pousar no telhado. Ortiz ligou para Cubberly depois de notar que havia um número de telefone no pombo. "Fiquei amedrontado. Nem sabia onde era o Panamá. Não tenho ideia de como 'Houdini' chegou lá - só posso supor que ele pegou uma carona em algum navio no Atlântico", disse Cubberley.
O pombo vai ter que aprender espanhol e morar com a família panamenha, pois é muito caro reenviá-lo para o Reino Unido.

All the way : dueto Celine Dion e Frank Sinatra

http://www.youtube.com/watch?v=zyuSrm1oLxg

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Carros muito estranhos

Confesse: você ficaria com o fusquinha tunado, né?

Cuidado com as portuguesas

Dois carros numa avenida do Estoril, em Cascais, um deles pilotado por um homem, o outro dirigido por uma mulher. Batem violentamente. Com muito sacrifício, cada um rastejou para fora e puderam verificar com espanto que se encontravam miraculosamente ilesos. A mulher, belíssima,  foi a primeira a se recompor. Ajeitou o cabelo e, olhando para o monte de ferros retorcidos de onde haviam saído, exclamou: "-Apesar dos nossos carros terem ficado destruídos escapamos sem um arranhão. Sorte... ou então um sinal divino, creio que Deus quis que nos conhecêssemos nestas circunstâncias infelizes. Muito prazer! O meu nome é Miriam". "-Sim, concordo. Foi um milagre" - retorquiu o homem, meio surpreendido -,  "meu nome é Joaquim. Muito prazer em conhecê-la também." "-Oh, veja isto!" - continuou a mulher. "O meu carro está completamente destruído mas a garrafa de vinho que eu tinha comprado está intata. É outro milagre! Deus quer que celebremos o nosso encontro..." "-Sim, vamos celebrar!" responde o homem com entusiasmo. Pegou na garrafa que ela lhe estendeu, tirou a rolha e sorveu demoradamente um longo trago, apreciando o sabor do vinho. Em seguida devolveu a garrafa à mulher que, calmamente, a fechou sem beber. "-Então? Não bebe também?" - perguntou ele. "-Não"  - disse ela -, "vou esperar a Polícia chegar..."

MPB 1968

Fonte: internet

terça-feira, 12 de outubro de 2010

BBC Countryfile Going Home

De acordo com o resultado divulgado hoje, ovelhas voltando para o aprisco depois de uma nevasca venceu a disputa entre mais de 65 mil imagens enviadas por telespectadores para o programa de TV da BBC 'Countryfile' , direcionado para coisas da zona rural britânica (uma espécie de 'Globo Rural' dos ingleses).

A foto Going home (Indo para casa), de Pen Rashbass, foi tirada com uma câmera digital simples e escolhida por três jurados. O concurso, anual, serve para selecionar doze imagens mandadas pelo público para montar um calendário, no caso, para 2011, com parte da renda doada para instituições de caridade para crianças.

Já a foto daqui de baixo, Head’s Up (Alerta), de Jamie Brockbank, outra das doze escolhidas para fazer parte da folhinha, mostra um pleonasmo, ou seja, um veado viado...

Veja todas as doze fotos selecionadas, não só de bichinhos, na página da BBC
http://www.bbccountryfilemagazine.com/photographic-competition

Sobrou para Obama

TEL AVIV — Militantes da direita israelense jogaram nesta segunda-feira (11) sapatos e ovos contra uma foto do presidente Barack Obama em protesto pelas pressões dos Estados Unidos a favor de uma nova moratória da colonização judia na Cisjordânia. "América, é preciso congelar Obama agora" ou "Israel não é ketchup: parem de pressionar", eram alguns dos cartazes exibidos pelos manifestantes, concentrados em frente à embaixada americana em Tel-Aviv. Os Estados Unidos e a União Europeia pressionam o governo israelense para que este ordene uma moratória da colonização da Cisjordânia, depois que a moratória anterior expirou em 26 de setembro passado. (fonte: transcrito de AFP).

FILADÉLFIA - Livro é lançado contra  Barack Obama, durante comício no Vernon Park, neste domingo (10), em que o presidente dos EUA pedia voto para o Partido Democrata nas eleições parlamentares. Ele não foi atingido por pouco. O suspeito da agressão, um homem nu, foi preso pelos policiais que patrulhavam o parque.  Um policial usou um cartaz de campanha para esconder os órgãos sexuais do suspeito, que teria feito a façanha para ganhar um prêmio de US$ 1 milhão, no que seria um golpe publicitário. Em 14.dez.08, já no fim do mandato, o presidente americano George W. Bush quase foi atingido por uma sapatada durante uma visita a Bagdá, no Iraque (fonte: texto e foto da Reuters)

Bem, jogar sapatos e ovos em foto é mole, já uma 'livrada' no original é mais complicado. Mas o engraçado no caso da Filadélfia é que o sujeito estava peladão em um comício e só foi pego pelos guardinhas porque jogou um livro no Chefe...

Embrulhe os chicletes antes de jogar fora

Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, os pássaros comem restos de chicletes jogados fora na rua. Ao sentirem o chiclete grudando em seu bico tentam retirá-lo com os pés. E aí morrem sufocados. Faça o seguinte: embrulhe o chiclete num pedaço de papel antes de jogá-lo no lixo. (colaboração de Paula C.K.P.)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O incrível acontece...

Reportagem de hoje à noite, 22h30, em 'Operação de Risco',  um programa policial do tipo reality na Rede TV!, cobrindo insólito acidente de trânsito às 11h da manhã de um dia qualquer da semana passada, em Itapecerica, São Paulo.

Dois Corsa, um preto e um cinza, batem na avenida. O motorista de um dos carros sai esbravejando com uma arma na mão, rende o motorista do outro carro, assume o comando e vai embora, roubando o veículo, deixando o motorista aturdido no meio da rua, ao lado do carro abandonado pelo ladrão. O que faz esse motorista? Entra no carro e também vai embora. Mais tarde, a polícia civil de São Paulo prende os dois sujeitos, um deles Fábio, que depois de entrevistados pelo canal de TV passam a noite na cadeia e estão à disposição da Justiça.

Mas afinal, por que os dois foram presos? Negócio seguinte: os dois carros envolvidos no acidente eram roubados e estavam sendo dirigidos pelos respectivos ladrões. Assim, na batida, cada um roubou o carro roubado pelo outro. Eu é que nessa hora não queria ser o doutor delegado... Será que ele vai aplicar a máxima "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão" e soltar a dupla? ☺

Bev Shots: arte destilada

Quem aprecia vinhos, cervejas e coquetéis pode com eles decorar - de um modo diferente - a sua sala de estar. Há anos trabalhando com a lente do microscópio, o cientista Michael Davidson teve uma ideia para angariar fundos para o laboratório da Florida State University: comercializar fotografias de moléculas de ADN, de bioquímicos e de vitaminas. Assim surgiu a Molecular ExpressionsTM Cocktail Collection que reune um conjunto de fotografias de moléculas de várias bebidas alcoólicas. As imagens psicodélicas estão bombando no mundo da arte e são vendidas no BevShots sob o tema "arte destilada".

Para conseguir as fotos originais o processo é demorado: só a secagem pode consumir quatro semanas e o processo completo pode durar três meses. O primeiro passo é colher gotas da bebida e cristalizá-las numa lâmina do microscópio. Depois, esperar que elas sequem e com uma máquina fotográfica incorporada a um microscópio, captar a luz que passa pelo cristal da lâmina. O resultado você vê abaixo. A BevShots já vendeu mais de 20 mil fotografias e o preço de cada uma é de cerca de 40 dólares, mas pode atingir 200 dólares se você quiser a foto com moldura etc. (fonte: postagem de Diana Guerra em Obvious).

 Vodka
 Champanha
 Dry Martini
 Gin
 Piña Colada
 Vinho tinto
Saquê

Veja mais – e compre - na página da Bevshots: http://bevshots.com/

Sacolas



 

















Colaboração de Paula C.K.P.

Survivors

Veja bem o que você deve levar para a ilha...

Se liga, cara! Se não você dança...

CSI - Investigação da cena do crime

Quarta dimensão

Entre no link abaixo (é um link francês)
  1. Escolha o sentido de rotação, 'esquerda' ou 'direita'
  2. Depois a velocidade (é recomendável 'rapide' )
  3. Clique em 'GO!!'
  4. Olhe fixamente o ponto vermelho durante pelo menos 30 segundos (conte pausadamente de 1 a 30) e em seguida olhe para a sua mão no mouse. Veja o que acontece...
Clique em:
http://www.psikopat.com/html/spirale.htm

Como levar uma loura para a cama e acabar com ela

Perseguição em São Paulo

http://www.youtube.com/watch?v=YHTv8uHk7no

Linha de Wallace

A Linha de Wallace é uma fronteira que separa as regiões zoogeográficas da Ásia e da Australásia. A oeste e a norte da linha estão os organismos relacionados ao ecossistema asiático; a leste e a sul, os relacionados às espécies australasiáticas ou oceânicas. A linha foi identificada pelo naturalista Alfred Russel Wallace, em cuja homenagem foi batizada. Ele foi o primeiro a notar a divisão entre os dois ecossistemas durante suas viagens pelas Índias Orientais no século XIX. A linha atravessa o Arquipélago Malaio, entre Bornéu e Celebes, e entre Bali (a oeste) e Lombok (a leste). Evidências da divisória já haviam sido notadas 300 anos antes por Antonio Pigafetta nos contrastes biológicos entre as Filipinas e as Ilhas das Especiarias, durante a viagem de Fernão de Magalhães em 1521.

A distância entre Bali e Lombok é pequena, apenas cerca de 35 quilômetros. As distribuições de várias espécies de aves observam a linha, já que vários pássaros se recusam a atravessar até mesmo os menores estreitos de mar aberto. Vários mamíferos voadores (morcegos) se distribuem nos dois lados da Linha de Wallace, mas as espécies que não voam geralmente se limitam a um lado ou outro com raras exceções (como os roedores Hystrix).

A Australásia não se encerra em nenhuma área zoológica una, já que a fauna da Nova Zelândia é completamente diferente daquela na Austrália. Alguns zoólogos sugerem um termo para uma sub-área distinta compreendendo a Austrália, a Tasmânia e a Nova Guiné, dominada por marsupiais. Os nomes sugeridos para essa área são "Meganésia", "Sahul" ou "Australínea". (transcrito de Wikipedia)

domingo, 10 de outubro de 2010

Aprecie o sabor


A cerveja Hahn é fabricada pelo grupo Lion Nathan / National Foods, líderes na Australásia na produção de cervejas, vinhos, espumantes etc (Lion Nathan) e na produção de leite, iogurtes, sucos, queijos etc (National Foods).

'Australásia' é a região que inclui a Austrália, a Nova Zelândia, a Nova Guiné e algumas ilhas menores da parte oriental da Indonésia. Esta designação, que significa “Ásia do sul” foi inventada por Charles de Brosses na sua Histoire des navigations aux terres australes (1756) para a diferenciar da Polinésia e do sudeste do Oceano Pacífico (a região Magelânica, relativa ao Estreito de Magalhães). Veja nota abaixo.

Por vezes, o termo Australásia é usado para referir o conjunto da Austrália e da Nova Zelândia, mas os neozelandeses estão contra esta designação, que dá mais força à Austrália e preferem o termo Oceania, que é também o usado no Brasil.

Do ponto de vista da biologia, a Australásia é uma região natural com uma história evolucionária comum e um grande número de espécies endêmicas de plantas e animais. A linha de divisão desta região biogeográfica e a Ásia é a 'Linha de Wallace', que representa igualmente a fronteira antre as duas placas tectônicas australiana e euroasiática. (fonte: Wikipedia)

Nota: Se você gosta de ler sobre aventuras, procure em sebos o livro "O farol no fim do mundo", ed. 2005, escrito por Júlio Verne, em 1905, que conta a história das lutas de um vigia de farol construído pela Argentina numa ilha em Ushuaia, bem na extremidade da América do Sul, justamente a região Magelânica acima citada, contra um bando de piratas.

Este farol efetivamente existe: é o farol San Juan del Salvamento, o mais antigo da Argentina (1884) e está localizado na costa norte da ilha dos Estados sobre as falésias do Monte Richardson (900 m). O problema é que, algum tempo depois, percebeu-se que a localização do farol não era a melhor (a presença de ilhas próximas obstruía a sua visão) e colocaram-no fora de serviço, tendo sido substituído pelo farol Ano Novo, na ilha Observatório, alguns quilômetros ao norte. Em 1998, um grupo de franceses atraídos pela história do farol ligado à obra de Verne, reconstruíram-no com a ajuda do Serviço Hidrográfico Naval. Atualmente funciona por meio de painéis solares.

Ou então você pode tentar ver o filme de mesmo nome (em inglês, The Light at the Edge of the World) que foi realizado em 1971 e estrelado por Kirk Douglas, Yul Brynner, Samantha Eggar, Fernando Rey e Renato Salvatori. Curiosamente, as locações externas foram feitas na Espanha, no farol do Cabo de Creus, na Catalunha, no extremo oriental da Península Ibérica, sobre o mar Mediterrâneo. Uma ressalva: eu não lembro muito bem desse filme, mas guardo dele uma idéia de ser trash... Isso é o que dá ficar bebendo cerveja.

Ginástica para ficar obeso

No começo este lobo marinho era magrinho magrinho. Mas de tanto ser treinado pela moça e ganhar torrões de açúcar de incentivo... deu no que deu! Colaboração de Paula C.K.P.

Cada macaco no seu galho

Colaboração de Néca O.S.P.C.

Árvores

sábado, 9 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro

Uma das inevitáveis perguntas que você ouvirá na próxima semana será: "- Já viu Tropa de Elite 2?" Seguida de uma outra, que poderá gerar polêmica: "- A PM do Rio tem que acabar?" Então, entre logo numa página de venda de ingressos e compre o seu, porque as salas estão lotando rapidamente e o vídeo ainda não está na internet nem no pirata da esquina. Dirigido por José Padilha, com Wagner Moura, Irandhir Santos, André Ramiro, Milhem Cortaz, Seu Jorge, Tainá Müller, André Mattos, Bruno D’Elia, Maria Ribeiro, Pedro Van Held, Sandro Rocha. E pode ler a crítica abaixo antes de ver Tropa 2  pois ela 'não conta' o filme...

Crítica de Pablo Villaça - Embora o primeiro Tropa de Elite seja um filme inegavelmente eficiente, há algo mais por trás de seu sucesso e do verdadeiro modismo que inspirou através das repetições de vários de seus diálogos: estabelecendo o capitão Nascimento como um ícone da luta contra o crime (mas é de se lamentar a percepção equivocada que muitos tiveram acerca do personagem ao encará-lo como “heróico”), aquela obra de José Padilha tocou num nervo exposto da sociedade brasileira, que, farta de viver sob o medo constante diante dos criminosos, encarou as ações violentas de Nascimento de forma quase catártica, como um símbolo da reação do “bem” contra o “mal”. Neste sentido, o plano final de Tropa de Elite servia como um espelho erguido diante do espectador, que era obrigado a avaliar seus próprios sentimentos acerca da execução a sangue frio do traficante Baiano.

Pois Tropa de Elite 2 traz o agora coronel Nascimento (Moura) enfrentando, como aponta o subtítulo do projeto, um outro inimigo – e que igualmente pressiona outro nervo do brasileiro: a política. Depois de comandar uma operação mal sucedida em Bangu I que resulta num massacre, Nascimento se torna um problema para o governador do Rio de Janeiro: por um lado, é exonerado para aplacar a mídia; por outro, é promovido a subsecretário de segurança para respeitar a vontade de uma elite estúpida que, formadora de opinião e lixando-se para os direitos humanos alheios, aplaude de pé (literalmente, como revela a cena no restaurante) as atitudes do sujeito. Depois de aparelhar o BOPE e transformá-lo numa verdadeira máquina de guerra, o coronel interrompe o tráfico na cidade, mas, sem saber, propicia a ascensão de uma milícia nascida dentro da PM que, explorando o vácuo de poder, aterroriza as favelas para extorquir seus habitantes, transformando-as também em autênticos currais eleitorais. Sem perceber o que está acontecendo, Nascimento se vê atormentado por problemas pessoais e pela pressão exercida por um político de esquerda, o deputado Fraga (Santos), cuja visão idealista acerca dos direitos humanos freqüentemente gera embaraços para a polícia.

Escrito por Bráulio Mantovani, parceiro do diretor e co-roteirista José Padilha desde Ônibus 174, esta continuação pinta um retrato complexo das relações entre a política, o crime, a polícia e a imprensa, resultando num roteiro inteligente e multifacetado que sugere novos cenários para a realidade brasileira (como a quebra do tráfico) e as possíveis consequências destas hipóteses. Aliás, a dupla não esquece nem mesmo de incluir a inevitável figura do apresentador de TV que, arrotando auto-importância e indignação diante das câmeras, jamais se esquece de colher todos os frutos que sua raiva teatral lhe rende nos planos políticos e financeiros.

Mantendo-se a mesma criatura cruel e sanguinária que conhecemos anteriormente, o coronel Nascimento desta vez tem sua natureza implacável exposta de forma mais óbvia por Padilha, que, talvez em função da controvérsia gerada pelo original (que levou muitos comentaristas desatentos a classificarem o diretor do incrivelmente humano Ônibus 174 como “fascista”), deixa clara a culpa do BOPE na ação desastrada que abre o filme – e mesmo que o protagonista insista em se referir a Fraga como “intelectualzinho de esquerda”, a revolta do deputado diante da matança promovida pelos homens de Nascimento é retratada com paixão e integridade por seu intérprete e encarada com respeito pelo longa. Em contrapartida, sempre através da mesma narração em off que o humanizou no original (e sem a qual, escrevi na ocasião, ele seria visto pelo público como um monstro), Nascimento apresenta suas motivações e seu senso de justiça de forma articulada, apresentando-se para o espectador como um homem complexo que pode até não gostar de agir com violência, mas acredita honestamente ser obrigado a abraçá-la em prol da sociedade que é pago para defender – uma filosofia de trabalho que seu antigo aprendiz, o agora capitão Mathias (Ramiro), passou a seguir com vigor.

Neste aspecto, a pergunta que Tropa de Elite 2 insiste apropriadamente em apresentar é: afinal, figuras como Nascimento e Mathias são um mal necessário? Sim, vivemos numa guerra interminável – como provam os arrastões que ocorreram no Rio de Janeiro na última semana e as ações cada mais audaciosas dos bandidos em São Paulo -, mas a escalada da violência promovida pela polícia seria algo construtivo (resposta: violência, por definição, nunca é algo construtivo) ou apenas serviria para piorar o quadro geral? Se somarmos a isto a inoperância do Estado e os interesses obscuros da mídia (em certo momento da projeção, um jornal se recusa a publicar uma matéria para não prejudicar o governo “parceiro”), a impressão final é a de que estamos realmente nas mãos de indivíduos incapazes e/ou corrompidos até a alma que se preocupam apenas com seus próprios e imediatos objetivos. Porém, como também defende o roteiro – e com maturidade -, a solução não reside numa revolta adolescente do tipo “Nenhum político presta! Vamos votar no Tiririca!”, já que, queiramos ou não, a solução final (sem trocadilhos nazistas) passa inevitavelmente pela política. E que há bons quadros merecedores de nossos votos e dispostos a lutar pelos interesses da população não restam dúvidas – basta buscarmos informações confiáveis antes de nos colocarmos diante da urna eletrônica.

Esta é uma lição, aliás, que o próprio protagonista eventualmente parece aprender em Tropa de Elite 2, o que talvez se estabeleça como seu grande arco dramático. Vivido com imponência por Wagner Moura, que não só incorpora a segurança absoluta do personagem como também retrata perfeitamente seu envelhecimento gradual (observem seu encurvamento e o óbvio cansaço que passa a demonstrar a partir de certo momento), o coronel Nascimento é um sujeito que reconhece as dificuldades de seu trabalho e os sacrifícios feitos em nome deste – e mesmo que queira, por exemplo, retomar a proximidade com o filho, sua própria natureza vai de encontro a gestos mais intimistas, o que resulta numa cena reveladora na qual, buscando contato com o filho, desafia-o para uma luta de jiu-jitsu que acaba servindo como substituta dos abraços e beijos que ele, embora não consiga, gostaria de dar no garoto. Enquanto isso, Irandhir Santos atua como contraponto ao coronel em todos os sentidos, já que, além de abominar a violência, o deputado Fraga é um sujeito que claramente não vê problemas em se entregar a arroubos emocionais e que mesmo visivelmente apaixonado por si mesmo (e pelo que julga representar) é o que o filme oferece de mais próximo a uma bússola moral em sua narrativa. Aliás, seria perfeitamente possível dedicar vários parágrafos ao impecável elenco da produção, que, preparado por Fátima Toledo, constrói uma galeria de personagens complexos e multifacetados que honram a arquitetura do roteiro.

Mais uma vez comprovando seu imenso talento para conduzir seqüências de ação, José Padilha mantém a narrativa sempre fluida e confere imensa energia e uma tensão palpável aos confrontos físicos e verbais entre os personagens, sendo auxiliado na tarefa pela fotografia do ótimo Lula Carvalho, que traz realismo e urgência à narrativa, e pelo excepcional montador Daniel Rezende, que aqui também assume a direção de segunda unidade do longa. Da mesma maneira, o design de som mais uma vez merece destaque ao evocar toda a intensidade dos combates armados, ao passo que a trilha instrumental de Pedro Bronfman ajuda a estabelecer a atmosfera tensa sem recair em clichês.

Contando com sua parcela de frases marcantes que certamente serão repetidas à exaustão pelos fãs do filme (minha favorita é a cínica “Vamos dar saco de bombom pros vagabundos!”), Tropa de Elite 2 talvez demonstre a coragem e a integridade dos realizadores na abordagem de uma questão tão complicada ao colocar nos lábios do coronel Nascimento uma fala breve, mas capaz de despertar uma polêmica infindável que merece, no entanto, ganhar as ruas: “A PM do Rio tem que acabar”. Se este é um diagnóstico apropriado, uma alternativa viável ou mesmo uma peça da solução (e vale lembrar sempre que um dos responsáveis pelo projeto e pelo argumento é o ex-BOPE Rodrigo Pimentel), é algo que só poderemos concluir através de um amplo debate, mas o fato de trazer uma afirmativa como esta em seu clímax é a prova suficiente de que, embora continuação de uma produção de sucesso, o filme tem aspirações muito mais nobres do que apenas arrancar mais alguns trocados do público – e, só por esta razão, já mereceria respeito. O fato de ser também um ótimo trabalho é um bem-vindo bônus.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vidas sem rumo

A postagem abaixo me fez lembrar outro Dillon. O delegado Matt Dillon, protagonista de Gunsmoke, o seriado que rolou de 1955 a 1975, pode ter influenciado os pais de Matthew Raymond Dillon nascido em 1964, na escolha do seu nome. O certo é que ele ao entrar para o cinema tornou-se homônimo do delegado de Dodge City.

E isso me remeteu a um filme de 27 anos atrás, que lançou vários atores que se tornariam todos popstars, em maior ou menor grau. Quando o diretor Francis Ford Coppola decidiu adaptar para o cinema o best-seller adolescente "The Outsiders", de Susan E. Hinton, criou não só um clássico dos anos 80 como também colocou na vitrine futuros astros de Hollywood.

De uma só vez, "Vidas sem Rumo" (The Outsiders, 1983) revelou Matt Dillon, Ralph Macchio, Patrick Swayze, Rob Lowe, Emilio Estevez, C. Thomas Howell e Tom Cruise. Diane Lane também estava no elenco, mas ela já tinha uns 4 filmes no currículo, pois havia estreado em 1979.
Sinopse - Em um subúrbio da pequena cidade de Tulsa, Oklahoma, Ponyboy Curtis (C. Thomas Howell) é o caçula de uma turma, formada ainda por Darrel Curtis (Patrick Swayze) e Sodapop Curtis (Rob Lowe). Os três órfãos tentam sobreviver onde tudo se restringe a "mexicanos pobres" e "ricaços". A trinca descende de mexicanos, amarga empregos em postos de gasolina e sofre com a perseguição da polícia. Também fazem parte da gangue Dallas Winston (Matt Dillon) e Johnny Cade (Ralph Macchio), ainda um projeto de marginal. Eles tentam vencer e amadurecer enfrentando os ricos, mas nem tudo acontece como eles planejam. Os acontecimentos são vistos pela ótica de Ponyboy, que gosta de poesia e de "...E o Vento Levou". (fonte: Wikipedia). 
Veja o trailer: http://www.imdb.com/video/screenplay/vi1667761433/

Gunsmoke

Abertura e tema musical

Gunsmoke é um marco na história da TV americana, já que foi o segundo seriado mais longo de todos os tempos (superado apenas por The Simpsons), tendo sido exibido na rede CBS de 1955 a 1975. Ao todo foram 20 temporadas, com 233 episódios de 30 minutos e mais de 400 episódios de uma hora.

Enredo - Por volta de 1860, o delegado Matt Dillon (papel de James Arness), um cowboy fictício, botava pra correr qualquer fora-da-lei que cruzasse o caminho da pequena cidade de Dodge City. Também defendia com socos e muito fogo cruzado aqueles que causassem problemas para a dona do saloom, Kitty Russell (papel de Amanda Blake). Outros personagens de destaque eram o Doutor Galen Adams (vivido por Milburn Stone) e o ajudante descuidado e caipira Festus Hagen (papel de Ken Curtis).

A série teve um 'piloto' em 1949, com o nome do protagonista como Mark Dillon. Mudou para Matt Dillon em 1952, quando se tornou regular. William Conrad foi o Matt Dillon do rádio (1952-1961). Quando o programa passou para a televisão em 1955, o ator James Arness encarnou o delegado. Na estréia, antes do primeiro episódio, houve uma pequena apresentação feita por John Wayne. James Arness continuou como o protagonista, mantendo-se no posto pelos 20 anos seguintes e em mais de 600 episódios. Conrad, que foi preterido por ser demasiadamente gordo, nos anos 70 se tornou também um astro da TV com a série do detetive 'Cannon'.

Gunsmoke foi exibido no Brasil pela TV Record até 1989. Em 1987, a CBS resolveu reunir o elenco novamente e realizar um telefilme, Gunsmoke: Return to the Dodge, sobre o reencontro de todos 12 anos depois na mesma cidade. O filme deu certo e rendeu uma boa audiência, o que fez com que a emissora produzisse mais um, em 1990: Gunsmoke: The Last Apache. A atriz Amanda Blake morreu logo após a estréia desse telefilme na rede CBS. (fonte: Wikipedia))

Rawhide

Abertura e fechamento do seriado

Tema de Rawhide cantado pelos Blues Brothers

O seriado foi produzido pela CBS Television Network e apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede CBS, em preto e branco, de jan.59 a dez.65, em 217 episódios de 60 minutos cada. O espetáculo basicamente narrava um grupo de homens encarregados de levar o gado de uma cidade para outra, liderados por Gil Favor (papel de Eric Fleming), que supervisionava todas as operações e também auxiliado por Rowdy Yates (papel de Clint Eastwood), na época um ator novato e que ficou famoso graças a Rawhide.

A série está classificada no quinto lugar de faroeste mais longo da história da televisão. Em primeiro lugar consta "Gunsmoke", a mais longa, depois "Bonanza", "Wagon Train" (Caravana), "The Virginian" (O homem de Virgínia) e finalmente "Rawhide", que passou no Brasil com o nome de Couro Cru, sem muito sucesso. Consta que uma das causas prováveis pode ter sido o fato de Rawhide ter sido ofuscada pelo sucesso estrondoso de Caravana, que era um western quase com o mesmo estilo, tinha personagens muito parecidos e também foi uma série de longa duração.

A canção tema foi escrita por Ned Washington e a música composta por Dimitri Tiomkin, cantada originalmente por Frankie Laine, cantor americano de música country. Tornou-se um grande sucesso e foi utilizada em diversos filmes, como “The Blues Brothers” e “Shrek”.

Depois de terminada a série Rawhide, Eric Fleming voltou novamente para o cinema. Em set.66, estava filmando no Peru, quando numa das cenas a canoa virou, juntamente com o ator Nico Minardos, que conseguiu chegar até a margem. Infelizmente Fleming foi arrastado pela correnteza e morreu afogado, aos 41 anos de idade. (Fonte: internet)

Gay power

"O poder e a glória, o lado negro do Vaticano de João Paulo II", do jornalista inglês David Yallop, editora Planeta. Na página 142: [...] O carreirismo e a promoção eram da maior importância para qualquer seminarista determinado a se tornar bispo. Para ascender na carreira eclesiástica era preciso encontrar um protetor; também era necessário seguir os cinco nãos: “Não pense. Se pensar, não fale. Se falar, não escreva. Se pensar, falar e escrever, não assine o seu nome. Se pensar, falar, escrever e assinar o seu nome, não se surpreenda”. Ascender na carreira com a ajuda de um protetor também frequentemente requeria a participação em um relacionamento homossexual ativo. As estimativas da prática de homossexualismo na Cidade do Vaticano variam de 20% a mais de 50%. [...]

Duas coisas com que se preocupar

Há apenas duas coisas com que você deve se preocupar:
Se você está bem ou se você está doente. Se você está bem,
não há nada com que se preocupar.

Se você está doente, há apenas duas coisas com que se preocupar:
Se você vai se curar ou se vai morrer. Se você vai se curar,
não há nada com que se preocupar.

Se você vai morrer, há apenas duas coisas com que se preocupar:
Se você vai para o Céu ou para o Inferno. Se você vai para o Céu,
não há nada com que se preocupar.

Agora... Se você vai para o Inferno, estará tão ocupado cumprimentando os velhos amigos que nem terá tempo de se preocupar. Então, pra que se preocupar ?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dicionário Brasileiro de Prazos

Para evitar que estrangeiros fiquem "pegando injustamente no nosso pé", está-se compilando o "Dicionário Brasileiro de Prazos", que já deveria estar pronto, mas atrasou, do qual foram extraídos os trechos a seguir:

DEPENDE: envolve a conjunção de várias incógnitas, todas desfavoráveis. Em situações anormais, pode até significar sim, embora até hoje tal fenômeno só tenha sido registrado em testes teóricos de laboratório. O mais comum é que signifique diversos pretextos para dizer não.

JÁ JÁ: aos incautos, pode dar a impressão de ser duas vezes mais rápido do que já. Ledo engano; é muito mais lento. Faço já significa "passou a ser minha primeira prioridade", enquanto "faço já já" quer dizer apenas "assim que eu terminar de ler meu jornal, prometo que vou pensar a respeito."

LOGO: logo é bem mais tempo do que dentro em breve e muito mais do que daqui a pouco. É tão indeterminado que pode até levar séculos. Logo chegaremos a outras galáxias, por exemplo. É preciso também tomar cuidado com a frase "Mas logo eu?", que quer dizer "tô fora!" .

MÊS QUE VEM: parece coisa de primeiro grau, mas ainda tem estrangeiro que não entendeu. Existem só três tipos de meses: aquele em que estamos agora, os que já passaram e os que ainda estão por vir. Portanto, todos os meses, do próximo até o Apocalipse, são meses que vêm!

NO MÁXIMO: essa é fácil, quer dizer "no mínimo". Exemplo: Entrego em meia hora, no máximo. Significa que a única certeza é de que a coisa não será entregue antes de meia hora.

PODE DEIXAR: traduz-se como "nunca".

POR VOLTA: similar a “no máximo”. É uma medida de tempo dilatada, em que o limite inferior é claro, mas o superior é totalmente indefinido. Por volta das 17h00 quer dizer a partir das 17h00.

SEM FALTA: é uma expressão que só se usa depois do terceiro atraso. Porque depois do primeiro atraso, deve-se dizer "fique tranqüilo que amanhã eu entrego". E depois do segundo atraso, "relaxa, amanhã estará em sua mesa”. Só aí é que vem o “amanhã, sem falta”.

UM MINUTINHO: é um período de tempo incerto e não sabido, que nada tem a ver com um intervalo de 60 segundos e raramente dura menos que cinco minutos.

TÁ SAINDO: ou seja, vai demorar. E muito. Não adianta bufar. Os dois verbos juntos indicam tempo contínuo. Não entendeu? É para continuar a esperar? Capisce! Understood? Comprendez-vous? Sacou? Mas não esquenta que já ta saindo...

VEJA BEM: é o day after do depende. Significa "viu como pressionar não adianta?" É utilizado da seguinte maneira: "Mas você não prometeu os cálculos para hoje?" Resposta: "Veja bem..." Se dito neste tom, após a frase "não vou mais tolerar atrasos, OK?", exprime dó e piedade por tamanha ignorância sobre nossa cultura.

ZÁS-TRÁS: palavra em voga até uns 50 anos atrás e que significava ligeireza no cumprimento de uma tarefa, com total eficiência e sem nenhuma desculpa.Por isso mesmo, caiu em desuso e foi abolida do dicionário.
(autor desconhecido, conhecedor da cultura brasileira)