terça-feira, 29 de novembro de 2011

Rio de Janeiro, the city of splendour

Raridade: feito há 75 anos pela Metro Goldwin Mayer, em Technicolor, para a série Traveltalks, o filme mostra o Rio de Janeiro em 1936. Narrado em inglês.

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No trecho em que é mostrada a Cinelândia e, depois, ao fundo da Praça Paris, aparece o Palácio Monroe, o antigo Senado Federal. O prédio foi derrubado em 1975, por ordem do General Ernesto Geisel, depois de intensa campanha iniciada em 1974, liderada pelo arquiteto modernista Lucio Costa e pelo jornal O Globo.

A justificativa era de que o Monroe atrapalhava o trânsito e a construção do metrô, qualificando-o como uma mera cópia (*), desprovido de qualquer valor artístico. A companhia do metrô alterou o seu traçado de forma a preservá-lo, mas não adiantou, o prédio foi detonado e hoje existe um chafariz de ferro no terreno, o mesmo que antes estava instalado na Praça da Bandeira.

(*) Construído em 1904 para ser o "Pavilhão do Brasil" na Exposição de Saint Louis, de 30 de abril a 1º de dezembro de 1904 (comemoração do centenário de integração do Estado de Louisiana aos EUA), durante o regime republicano do Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves, com o intuito de firmar o Brasil perante a situação mundial que vivia a euforia da "Belle Époque".
O autor, Coronel e Engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar, desenhou o palácio usando uma estrutura metálica, capaz de ser totalmente desmontada e reaproveitada no Brasil, conforme determinação do Aviso nº 148 de 03/07/1903, cláusula 1ª: "Na construção do Pavilhão se terá em vista aproveitar toda a estrutura, de modo a poder-se reconstruí-lo nesta capital". A imprensa americana não poupou elogios, destacando o "Pavilhão do Brasil" pela beleza, harmonia das linhas e qualidade do espaço, condecorando-o com o maior prêmio de arquitetura da época: "Grande Prêmio Medalha de Ouro". Em 1906, foi remontado no Brasil, com 1700 m² de área construída, para sediar a "3ª Conferência Pan-Americana" (Fonte: transcrito de Alma Carioca)

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