domingo, 31 de julho de 2011

Mengão chegando

Colaboração de Rodrigo P.R.

A maior fraude da história: a verdade sobre os bancos centrais

O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008.

De autoria de Nehemias Gueiros, Jr - Advogado especializado em Direito Autoral, Show Business e Direito da Internet, professor da Fundação Getúlio Vargas-RJ e FGV-SP e da Escola Superior de Advocacia - ESA-OAB/RJ, consultor de Direito Autoral do ConJur, membro da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos e da Federação Interamericana dos Advogados em Washington D.C. e sócio do escritório Basilio Advogados no Rio de Janeiro.

“Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis”. – Mayer Amschel [Bauer] Rothschild

“Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão”. – declaração do pres. americano James Garfield, 1881

Poucas semanas após proferir estas palavras (da segunda citação), dirigidas aos moneychangers, o presidente Garfield foi assassinado. E não foi o único presidente norte-americano morto por eles, como veremos adiante. Para podermos entender melhor quem são os moneychangers (ou argentários), é necessário retornar no tempo até cerca de 200 A.C., quando pela primeira vez tem-se registro da “usura”.

Entre as várias definições do Aurélio para usura encontramos juro exorbitante, exagerado, lucro exagerado, mesquinharia. Dois imperadores romanos foram assassinados por terem pretendido implantar leis de reforma limitando a propriedade privada de terras ao máximo de 500 acres e liberando a cunhagem de moedas, que era feita pelos especuladores. Em 48 A.C., Júlio César recuperou o poder de emitir moeda, tornando-o disponível para qualquer um que possuísse ouro ou prata. Também acabou assassinado. Em seguida, as pessoas comuns perderam suas casas e seus bens, da mesma forma como temos assistido acontecer na crise americana das hipotecas.

Na época de Jesus, há dois mil anos, o Sanhedrin (a Suprema Corte da antiga Israel) controlava o povo através da cobrança de taxas representadas pelo pagamento de meio shekel. Vários historiadores estimam que os cofres dessa corte continham vários milhões de dólares em dinheiro de hoje. O povo judeu, totalmente oprimido e controlado pelo Sanhedrin, vivia escravizado pelos dogmas da religião imposta por esses líderes. Como todos sabemos, Jesus foi o primeiro a ousar desafiar esse poder e expor a conduta sacríleja de Israel e também acabou morto na cruz.

Nos séculos seguintes, os moneychangers continuaram a expandir a arte da usura em todos os segmentos da vida, criando expansões e contrações financeiras, de geração em geração enfrentando monarcas e líderes políticos que queriam erradicá-la. Sempre em vão. A cada bem-sucedida (e rara) tentativa de eliminá-la, a usura voltava com mais força ainda, respaldada pela ganância e o poder dos fortes e ricos contra os fracos e pobres. Na Idade Média, o Vaticano proibiu a cobrança de juros sobre os empréstimos, com base nos ensinamentos e na doutrina eclesiástica de Aristóteles e São Tomás de Aquino. Afirmou que “o propósito do dinheiro é servir à sociedade e facilitar a troca de bens necessária à condução da vida”. De nada adiantou, eis que a própria Igreja conspirava com o Estado para acumular dinheiro e poder através dos séculos e controlar os oprimidos com os “castigos” e as “bênçãos” do Todo Poderoso. Os argentários usavam os juros para praticar a usura, que hoje é consagrada por lei através da prática bancária. Já naquela época, vários religiosos e teólogos condenavam a escravização econômica resultante da usura mas como podemos observar a situação mudou muito pouco nos últimos 500 anos.

Na medida em que a usura foi se instalando em todas as camadas sociais, os moneychangers foram ficando cada vez mais ousados em suas manipulações financeiras e foi assim que surgiu o famigerado conceito do fractional reserve lending, ou “empréstimo baseado em reserva fracional” ou “empréstimo sem cobertura ou lastro”. Embora de enunciado complexo, a prática é muito simples. Significa emprestar mais dinheiro do que se tem em caixa e transformou-se na maior fraude de todos os tempos, principal responsável pela vasta pobreza que assola o mundo até hoje e pela redução sistemática do valor do dinheiro. A descrição dos economistas sobre os chamados “ciclos econômicos”, nada mais é do que a identificação dos períodos de expansão e retração determinados pelos bancos em todo o mundo, através do fractional reserve lending. Eles simplesmente adotaram as regras do passado e continuaram a praticá-las até hoje.

A prática do “empréstimo sem lastro” continuou se expandindo antes mesmo do surgimento dos bancos, alimentada pelos ourives e mercadores de ouro e prata, que guardavam os metais nobres da população em custódia para não serem roubados. Logo esses negociantes – na realidade meros agiotas – perceberam que a maioria das pessoas morria e não voltava para buscar seus bens, legando-os à herança familiar. Foi quando começaram a emprestar dinheiro a juros, geralmente em quantias muito superiores ao ouro e prata que possuíam guardados em custódia. O recibo da custódia foi provavelmente o primeiro embrião do dinheiro de papel que temos hoje, pois com ele, a pessoa podia adquirir mercadorias e bens no grande mercado. Com a contínua expansão desse negócio ilícito e usurário, logo os moneychangers puderam abrir lojas específicas para empréstimos, advindo daí a origem dos bancos modernos.

O primeiro banco central de um país a praticar o fractional reserve lending, ou FRL foi o Bank of England (Banco da Inglaterra), constituído em 1694 e de natureza privada. Era controlado por acionistas fraudulentos e mal-intencionados que utilizaram o mote “people’s bank” (banco do povo), para praticar toda sorte de fraudes visando unicamente o lucro. As dívidas com o Banco da Inglaterra de centenas de gerações posteriores, representadas ou pela própria monarquia inglesa ou pelo governo, foram asseguradas através da criação de taxas impostas à população, que viriam a se transformar no Imposto de Renda como hoje o conhecemos. O modelo do Banco da Inglaterra rapidamente se transformou no modelo para os bancos centrais de todos os países no mundo atual. Os agiotas descobriram que é muito mais lucrativo emprestar para monarcas e governos do que para cidadãos comuns. Através da dívida, tornavam-se literalmente credores e soberanos de nações inteiras.

Em suma: os argentários colocavam um banco privado a cargo de todas as finanças e operações econômicas de um país, o que equivale a entregar a nação a uma organização mafiosa que controla a economia com a finalidade de lucro e assim mantém a população totalmente refém de suas políticas financeiras.

No início do século XVIII, cerca de 50 anos depois que o Banco da Inglaterra já estava operando, um alemão chamado Amshel Moses Bauer (1), ourives e agiota que vivia em Frankfurt, na Alemanha, começou um negócio a que denominou de Rothschild, pois a insígnia na porta da loja era uma águia romana sobre um escudo vermelho. Rothschild significa “escudo vermelho” em alemão. O negócio prosperou e em 1743 ele mudou seu próprio nome para Amshel Moses Rothschild. Ele tinha cinco filhos e, ao atingirem a maioridade, ele enviou cada um a uma capital comercial da Europa para emprestar dinheiro a juros, principalmente às monarquias e reinos. O mais velho, Amshel, ficou em Frankfurt; Solomon foi para Viena; Nathan para Londres, Jacob para Paris e Carl para Nápoles. Assim foram plantadas as sementes que permitiram à mais poderosa e rica família da história do mundo reinar nos séculos seguintes da evolução da humanidade, com o único propósito de lucro e poder, seja qual fosse o custo. Gerações seguidas dos Rothschild e seus correligionários exercem – e continuam exercendo – poder sobre a sociedade mundial, utilizando-se da antiga prática da usura e do fractional reserve lending.

Já donos de uma fortuna incalculável obtida com os empréstimos a todos os países europeus os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos ao governo inglês para as colônias da América, acabando por indiretamente causar a independência americana quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims. Mesmo após a independência, logo implantaram o modelo de banco central no Novo Continente, para expandir ainda mais os seus lucros. Durante a primeira metade do século XIX nos Estados Unidos, pelo menos três vezes os opositores do sistema agiotário lograram êxito em fechar o banco, entre eles os presidentes James Madison e Andrew Jackson, mas ele sempre ressurgia. Foi durante a Guerra Civil americana que os conspiradores lançaram o seu mais bem-sucedido esforço nesse sentido. Judah Benjamin, principal assessor de Jefferson Davis (na época presidente dos Estados Confederados da América), era um agente dos Rothschild. A família plantou assessores no gabinete do presidente Abraham Lincoln e tentou vender-lhe a idéia de negociar com a Casa de Rothschild. Lincoln desconfiou de suas intenções e rejeitou a oferta, tornando-se inimigo figadal da família e acabou assassinado a tiros num teatro. Investigações sobre o crime revelaram que o assassino era membro de uma sociedade secreta cujo nome jamais foi revelado pois vários altos funcionários do governo americano eram membros. O fim da guerra civil abortou temporariamente as chances dos Rothschild de por as mãos no sistema monetário dos Estados Unidos, como já faziam com a Inglaterra e todos os países da Europa. Mas apenas temporariamente.

Anos depois, um jovem imigrante, Jacob H. Schiff, chegou a Nova Iorque. Nascido em uma das casas dos Rothschild em Frankfurt, ele chegou à América com um objetivo definido: comprar ações de um grande banco para gradualmente adquirir o controle sobre o sistema financeiro americano. Schiff comprou quotas de participação numa empresa chamada Kuhn Loeb, uma famosa casa privada de financiamentos. Entretanto, para cumprir sua missão, ele precisaria obter a cooperação de “peixes grandes” do segmento bancário norte-americano. Tarefa difícil para o humilde jovem alemão oriundo dos subúrbios de Frankfurt. Mas Schiff tinha trunfos: ele era enviado dos Rothschild e ofereceu ações européias de alto valor para distribuição no mercado americano. Foi no período pós-guerra civil que a indústria americana efetivamente começou a florescer para se transformar no colosso da atualidade. Com a decretação da paz e a expansão para o Oeste, havia estradas-de-ferro para construir, ligando as duas costas continentais do país, além da nascente prospecção petrolífera, das siderúrgicas e das empresas têxteis, para citar apenas algumas. Tudo requeria financiamento e não havia dinheiro suficiente no jovem país do Norte. A Casa de Rothschild ponteava no cenário europeu e tinha recursos abundantes, resultado da vigorosa especulação financeira empreendida em todos os centros comerciais da Europa nos 150 anos anteriores, emprestando dinheiro a monarcas, governos e parlamentares.

O jovem Schiff rapidamente se tornou padrinho de homens como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Edward Harriman. Com o dinheiro dos Rothschild, ele financiou a Standard Oil Company (hoje a poderosa ESSO, acrônimo das duas letras que formavam a abreviação da empresa em inglês: S.O. – leia-se ESS-O), as ferrovias Union Pacific Railroad e Southern Pacific Railroad e o império do aço de Carnegie, com sua Carnegie Steel Company, que consagrou a cidade de Pittsburgh, no estado americano da Pennsylvania como a capital mundial do aço. Foi apenas uma questão de tempo para Jacob Schiff deter o controle da comunidade bancária de Wall Street, em Nova Iorque, que já incluía os Lehman Brothers (2), Goldman-Sachs e outros grupos internacionais até hoje atuantes no mercado financeiro, todos eles desde aquela época controlados pelos Rothschild. É possível resumir a situação de forma bem simples: Schiff era o “chefe” do mercado financeiro de Nova Iorque e controlava o dinheiro dos Estados Unidos. Assim foi preparado o bote sobre o sistema financeiro americano. Com seus cinco filhos firmemente encastelados em todos os centros financeiros da Europa, a família Rothschild logo ascendeu à posição de mais rica família do planeta. Esta situação persiste até hoje, embora eles professem uma postura de discrição, avessa à mídia e à divulgação. Nenhuma família ou grupo empresarial possui tanto poder e controle financeiro em todos os países do mundo como os Rothschild. E isto há 250 anos.

Sua fabulosa fortuna foi conseguida através da prática do fractional reserve lending (“empréstimo sem lastro”), que consistia em multiplicar o dinheiro a partir das vastas somas de dinheiro depositadas pelas pessoas em suas casas de custódia (brokerage and escrow houses) espalhadas pela Europa através do empréstimo de dinheiro de papel a monarcas e governos. Uma de suas práticas mais determinadas era a de financiar os dois lados de uma guerra, garantindo assim, no mínimo, a duplicação de seus lucros com os juros cobrados, vencesse quem vencesse (3).

Os moneychangers não se aliavam a determinado partido ou tendência política; para eles só existia a finalidade do lucro. Em algum tempo, a família Rothschild tomou conta de todos os bancos centrais do mundo – voltados unicamente para o lucro e não para a administração da economia dos seus respectivos países – e com a inteligente operação de sua inesgotável fortuna tornaram-se agentes determinantes na criação dos Estados Unidos da América, que viria a se tornar o pais mais rico e poderoso do mundo. Não se trata de mera coincidência, pois foi a opressão inglesa sobre o Novo Mundo com a cobrança de taxas pelo Banco da Inglaterra que acabou por desencadear a revolução que criou os EUA.

Benjamim Franklin, inventor, cientista, político e diplomata do século XVIII, artífice da aliança com a França que auxiliou a independência americana, afirmou o seguinte ao Banco da Inglaterra, que tencionava financiar a nova república americana através da estratégia da usura (fractional reserve lending): “É muito simples. Aqui nas colônias nós emitimos nossa própria moeda, que se chama Colonial Script (4). Emitimo-la na exata proporção das necessidades do comércio e da indústria, para tornar os produtos mais móveis entre os produtores e os consumidores. Desta forma, criando nosso próprio dinheiro de papel, controlamos o seu poder de compra e não precisamos pagar juros a ninguém”.

O controle do sistema monetário dos EUA está totalmente investido no Congresso Americano, eis por que Jacob Schiff seduziu os parlamentares a bypassar a Carta Magna estadunidense e passar esse controle aos moneychangers. Para que essa transição fosse integralmente bem-sucedida e a população do país não pudesse fazer nada a respeito, seria necessário que o congresso americano promulgasse uma peça de lei específica. Como conseguir isso? Através de um presidente sem moral e sem escrúpulos, que assinasse o projeto de lei.

Nos quase 200 anos que se passaram entre a independência americana e a criação do Federal Reserve Bank (Banco Central dos Estados Unidos), popularmente conhecido como “Fed”, várias vezes a família Rothschild tentou controlar a emissão de moeda nos EUA. Em cada tentativa, eles procuraram estabelecer um banco central privado, operando apenas com a finalidade de lucro e não para administrar ou proteger a economia americana. Cada uma dessas tentativas até 1913 foi oposicionada por políticos decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers.

O Fed começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos que adquiriram quotas de US$ 100.00 (a empresa é fechada, não negocia ações em bolsa) e se tornaram proprietários do Federal Reserve System. Criaram uma mastodôntica estrutura financeira internacional com ativos incalculáveis, na casa dos trilhões de dólares. O sistema FED arrecada bilhões de dólares em juros anualmente e distribui os lucros aos seus acionistas. Some-se a isso o fato de que o congresso americano concedeu ao FED o direito de emitir moeda através do Tesouro Americano (Dept. of the Treasury) sem cobrança de juros. O FED imprime dinheiro sem lastro, sem qualquer cobertura, e empresta-o a todas as pessoas através da rede de bancos afiliados, cobrando juros por isso. A instituição também compra dívidas governamentais com dinheiro impresso sem lastro e cobra juros ao governo americano que acabam incidindo sobre as contas do cidadão comum pagador de impostos.

O Federal Reserve Bank (Banco Central Americano) é, na realidade, a ponta-líder de um conglomerado de bancos internacionais e pessoas físicas unicamente dedicados a perseguir o lucro, todos a seguir identificados, o que constituiu a revelação de um dos maiores segredos dos últimos 100 anos:
  •  Rothschild Bank of London
  • Warburg Bank of Hamburg
  • Rothschild Bank of Berlin
  • Lehman Brothers of New York (*)
  • Lazard Brothers of Paris
  • Kuhn Loeb Bank of New York
  • Israel Moses Seif Banks of Italy
  • Goldman, Sachs of New York
  • Warburg Bank of Amsterdam
  • Chase Manhattan Bank of New York
  • First National Bank of New York
  • James Stillman
  • National City Bank of New York
  • Mary W. Harnman
  • National Bank of Commerce, New York
  • A.D. Jiullard
  • Hanover National Bank, New York
  • Jacob Schiff
  • Chase National Bank, New York
  • Thomas F. Ryan
  • Paul Warburg
  • William Rockefeller
  • Levi P. Morton
  • M.T. Pyne
  • George F. Baker
  • Percy Pyne
  • Mrs. G.F. St. George
  • J.W. Sterling
  • Katherine St. George
  • H.P. Davidson
  • J.P. Morgan (Equitable Life/Mutual Life)
  • Edith Brevour
  • T. Baker
(*) a empresa Lehman Brothers pediu concordata em setembro de 2008, por meio da Seção Onze do U.S. Bankruptcy Code (Chapter Eleven)

Veio o Vigésimo Século e os moneychangers, sempre representados pelos Rothschilds e seus áulicos, já estavam firmemente estabelecidos com seus bancos centrais e sua prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) em todas as grandes capitais européias. Era a hora de devotar atenção total aos Estados Unidos da América, a nova nação emergente do mundo. Ainda não existia um banco central americano, pois as várias tentativas de estabelecê-lo ao longo do século XIX foram infrutíferas. Finalmente, em 23.12.1913, durante um recesso de Natal do congresso em que apenas três senadores retornaram à capital, Washington, para votar, foi perpetrado um dos maiores atos de vilipêndio contra o povo americano de que se tem notícia. Sob a presidência de Woodrow Wilson, um democrata que chegou ao cargo alardeando a bandeira de nunca permitir a criação de um banco central, foi promulgado o Federal Reserve Act (Ato da Reserva Federal), que instituiu um banco central privado, “disfarçado”, não apenas para dominar a emissão de moeda mas também para cobrar juros sobre essa emissão. Nada mais do que a milenar prática da usura. Uma verdadeira quadrilha estava em ação naquela época, dedicada a alimentar o sucesso da prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro), que incluía J.P. Morgan (John Pierpont Morgan) (5) e que serviria de fundamento para a passagem tranqüila da legislação que criou o Federal Reserve Bank, o banco central dos Estados Unidos. Todos foram escolhidos a dedo pelos Rothschild e preparados para esse desfecho em 1913. Já famoso e muito rico, J.P. Morgan, que circulava com desenvoltura em todos os altos escalões do governo americano, começou a procurar um futuro presidente que apoiasse as idéias dos moneychangers de criar um banco central privado, com a finalidade primígena de lucro. Foi assim que conheceu Woodrow Wilson, então reitor da universidade de Princeton, no estado de Nova Jérsei.

O Federal Reserve System foi o desdobramento direto dessa aproximação de Morgan com Woodrow Wilson, mesmo diante das várias e infrutíferas tentativas de criar um banco central nos EUA ao longo do século XIX e que resultaram em pelo menos dois presidentes assassinados por oporem-se a essa idéia. O simples apoio de Wilson às idéias dos moneychangers constituiu um ato de alta traição. Um dos comentários públicos de Wilson sobre o assunto teria sido o seguinte: “Todos os nossos problemas econômicos seria solucionados se apontássemos um comitê de seis ou sete figuras públicas e homens espirituosos como J.P. Morgan para cuidar dos assuntos de nosso país”. Essa assertiva confirmou as circunstâncias da verdadeira usurpação que os moneychangers estavam prestes a praticar para adquirir o controle fiscal e monetário dos Estados Unidos.

O deputado republicano Charles A. Lindbergh, do estado de Minnesota, declarou: “Aqueles que não simpatizam com o poder financeiro dessa turma serão banidos dos negócios e a população será atemorizada com as mudanças nas leis bancárias e monetárias”. Os inocentes cidadãos americanos foram mais uma vez tragados para a noção da criação de um banco central e a conseqüente escravização econômica. O senador Nelson Aldrich, de Rhode Island, se tornou o líder da National Monetary Commission, composta de moneychangers fiéis a J.P. Morgan. A finalidade desta comissão era estudar e recomendar ao congresso americano mudanças no sistema bancário do país para eliminar quaisquer problemas que surgissem da oposição à intenção primordial de lucro financeiro. O senador Aldrich era o porta-voz das mais abastadas famílias da América, estabelecidas na costa leste. Sua filha casou-se com John D. Rockefeller Junior e deles nasceram cinco filhos: John, Nelson (que se tornou vice-presidente em 1974), Lawrence, Winthrop e David, depois dono e chairman do Chase Manhattan Bank. Assim que a comissão foi instalada, o senador Aldrich embarcou num tour de dois anos pela Europa, para consultas com os bancos centrais do velho continente (Inglaterra, França e Alemanha). Somente a viagem custou aos cofres públicos americanos cerca de US$ 300,000.00, uma soma fabulosa para aqueles tempos.

Logo após seu retorno em 1910, Aldrich reuniu-se com alguns dos mais ricos e poderosos homens americanos em seu vagão ferroviário privativo e todos partiram secretamente para uma ilha na costa do estado da Geórgia, Jekyll Island. Junto com eles viajou um certo Paul Warburg, que recebia um salário de US$ 500,000.00 anuais pago pela empresa Kuhn, Loeb Co. para conseguir a aprovação da lei de criação do banco central americano e era sócio de ninguém menos do que o alemão Jacob Schiff, neto do homem que se associou à família Rothschild em Frankfurt. Na época, Schiff estava envolvido na derrubada do czar russo, empreitada que custou uns US$ 20 milhões e iniciou a revolução bolchevique que desaguaria na União Soviética.

Essas três famílias financeiras européias, os Rothschilds, os Schiffs e os Warburgs estavam todas ligadas pelo matrimônio ao longo dos anos, assim como os Rockefellers, Morgans e Aldrichs nos EUA. O segredo desta reunião insular na Geórgia foi tão grande que os participantes foram instruídos a usar somente seus primeiros nomes para evitar que serviçais e criados descobrissem suas verdadeiras identidades.

Anos depois, um dos participantes dessa secretíssima reunião, Frank Vanderlip, presidente do National City Bank of New York e representante e protegé da família Rockefeller, confirmou a realização do evento. Citado numa reportagem do jornal Saturday Evening Post de 09.02.1935 ele disse: “Eu me portei secretamente e furtivamente como qualquer conspirador. Nós sabíamos que se vazasse qualquer informação de que estávamos impondo ao congresso americano uma nova legislação bancária não teríamos a menor chance de sua aprovação”.

A idéia principal da reunião em Jekyll Island era desdobrar a intenção principal de reintroduzir um banco central privado para controlar o dinheiro dos Estados Unidos. Não para o povo americano, mas para os moneychangers da Europa e de Nova Iorque. A atração do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) era simplesmente irresistível para os gananciosos argentários. Essa conspiração dos banqueiros privados americanos para seqüestrar a economia americana se tornava cada vez mais importante diante da competição dos pequenos bancos estatais do país. Como o próprio senador Aldrich diria anos depois: “Antes da promulgação do Federal Reserve Act (em 1913) os banqueiros novaiorquinos dominavam apenas as reservas monetárias de Nova Iorque. Agora controlamos as reservas do país inteiro.” John Rockefeller disse a respeito: “A competição é um pecado, temos que demovê-lo”.

O crescimento da economia americana prosperou e as grandes corporações do país começaram a se expandir a partir de seus fabulosos lucros. Como os moneychangers não possuíam voz ativa sobre essa expansão, que se processava em nível corporativo longe de seus tentáculos pois a indústria estava se tornando independente deles, algo tinha que ser feito para mudar a situação. O nome do banco central americano consagrado naquela reunião secreta de Jekyll Island, na Geórgia, Federal Reserve Bank, foi escolhido para dar a impressão de que a instituição era pública, sem fins lucrativos e para administrar a economia americana em nome dos cidadãos contribuintes. Ledo engano. O nome foi apenas uma cortina de fumaça para esconder a intenção monopolista e opositora à concorrência da nova instituição, que tinha a exclusividade de imprimir as cédulas do dinheiro americano, criando dinheiro do nada, sem quaisquer lastro ou reservas e emprestando-o às pessoas sob juros.

Mas como é mesmo que o Fed cria dinheiro do nada? Comecemos com os bonds, ou letras do tesouro. São promessas de pagamento (ou IOUs, no acrônimo em inglês, originado de I owe you, “eu devo a você”). As pessoas compram esses títulos para garantir uma taxa de juros segura no resgate futuro. Ao final do prazo do papel, o governo repaga o valor principal mais juros e o título é destruído. Atualmente existem cerca de US$ 5 trilhões desses papéis em poder do público. Agora, eis os quatro passos adotados pelo banco central americano para criar dinheiro do nada:

O Federal Open Market Committee (Comitê Federal do Mercado Aberto) aprova a compra de letras do Tesouro Americano no mercado aberto. Esses títulos são comprados pelo banco central americano, o Federal Reserve Bank. O Fed paga pelos títulos com créditos eletrônicos emitidos em favor do banco vendedor. Esses créditos não têm origem, não possuem qualquer lastro. O Fed simplesmente os cria e os bancos utilizam esses depósitos como reservas. Como segundo a prática do fractional reserve banking (6) ou FRB, os bancos podem emprestar dez vezes mais do que o valor efetivo de suas reservas e sempre a juros, rapidamente eles conseguem produzir dinheiro do nada quando os tomadores começam a pagar os seus empréstimos. Que por sua vez surgiram do nada. O sistema FRB permite aos bancos não ter lastro em caixa equivalente aos depósitos dos clientes, vale dizer, se todos os correntistas resolvessem sacar o seu dinheiro o banco não teria como pagá-los, como aconteceu no crash da bolsa de Wall Street em 1929, do qual os moneychangers foram os únicos beneficiários e retomaram todas as propriedades e os bens do povo americano para revendê-los nos anos seguintes com grande lucro.

Desta forma, se o Fed adquirir, digamos, US$ 1 milhão em títulos, este valor se transformará automaticamente em US$ 10 milhões, do nada, sem qualquer lastro ou cobertura. O Fed simplesmente aciona sua gráfica e “imprime” os outros US$ 9 milhões e começa a emprestar o dinheiro a juros no mercado, através da rede bancária comercial. Assim, o banco central americano cria 10% do total desse dinheiro novo e os demais bancos criam os 90% restantes. Isto expande a quantidade de dinheiro em circulação e amplia o crédito e o consumo, levando as pessoas a comprarem mais e gastarem mais, inflando as estatísticas de crescimento nacional. Mas a verdadeira intenção desta operação é mais sinistra. Pretende o controle absoluto sobre a economia. Para reduzir a quantidade de moeda circulante e provocar uma recessão, o processo é simplesmente revertido. O Fed vende os títulos ao público e o dinheiro sai dos bancos dos adquirentes. Os empréstimos têm que ser reduzidos em dez vezes o valor da venda porque, como vimos, o Fed criou US$ 9 milhões do nada.

Mas a duvida persiste: como estas operações deliberadas de inflação e deflação beneficiaram os grandes banqueiros privados que se reuniram secretamente em Jekyll Island para planejar a monopolização do sistema monetário americano e dominar a emissão de moeda? Simples. Modificou radicalmente a reforma bancária realmente necessária para criar um sistema de financiamento público livre de dívidas, como os greenbacks (7) do pres. Abraham Lincoln, representados por papel-moeda impresso e emitido pelo governo americano durante a Guerra Civil americana (1861-1865), um conflito entre os estados do norte contra os do sul. Lincoln, tal como seus antecessores Jackson (8) e Madison (9), era radicalmente contra o estabelecimento de um banco central, pois já conhecia a estratégia dos moneychangers. Ele favorecia a emissão da moeda nacional diretamente pelo Tesouro, um departamento cuja função era exatamente essa, a de atuar como administrador da corrência do país. Quando o Tesouro emite moeda, cada dólar impresso vale exatamente isso: um dólar, pois nasce consagrado pela confiança da população e pela certeza de que o dinheiro está sendo emitido sem especulação, sem incidência de juros. O dinheiro emitido pelo Federal Reserve, por outro lado, é exatamente o oposto. Traz embutidos juros e tem a intenção firme de lucrar ao ser “emprestado” ao governo, pois é isso o que o banco central faz: empresta dinheiro ao governo americano a juros. Em outras palavras, a tão propalada missão de “guardião da moeda”, e “banco do povo”, conceitos consagrados lá atrás através da criação do Banco da Inglaterra, nada mais é do que lucrar a qualquer custo e ainda controlar a emissão de moeda de um país. A estrutura do banco central favorece a centralização da oferta de moeda nas mãos de algumas poucas pessoas, com pouquíssmo controle político exercido pelo governo estabelecido.
Desde a proclamação da independência americana que políticos sérios e comprometidos com o desenvolvimento e o bem-estar da população da América se insurgiram contra os moneychangers. Em carta dirigida ao secretário do Tesouro, Thomas Jefferson disse em 1802: “Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que exércitos armados. Se o povo americano autorizar bancos privados a controlar a emissão de sua moeda, primeiro através da inflação e depois pela deflação, os bancos e as grandes corporações que crescerão em volta deles gradualmente controlarão a vida econômica das pessoas, deprivando-as de todo o seu patrimônio até o dia em que seus filhos acordem sem-teto, no continente que seus pais e avós conquistaram”.

Basta examinarmos o sistema de indicação política do presidente do Fed, (atualmente Paul Bernanke). O chefe do Fed é indicado pelo presidente da república mas tem mandato de 14 anos, separado da autoridade eleita pelo povo, muitas vezes perpetuando-se no cargo. Notórios presidentes do banco como Paul Volcker e Alan Greenspan constituem os verdadeiros “xerifes” da economia americana, e, por conseguinte, exercem influência planetária.

A criação do Federal Reserve Bank em 1913, consolidou definitivamente o controle dos moneychangers sobre o sistema financeiro americano, impedindo o retorno de uma política monetária de financiamento público livre de dívidas como os greenbacks de Lincoln e permitindo aos banqueiros criar 90% do dinheiro dos Estados Unidos baseado apenas no conceito de fractional reserves (reservas fracionais, sem lastro que garantisse a totalidade dos recursos) e emprestá-lo a juros. Menos de duas décadas após sua criação, a grande contração de crédito realizada pelo Fed no início dos anos 30 do século XX causaria a Grande Depressão de 1929. A independência do Banco Central americano só aumentou desde então, através da promulgação de inúmeras novas leis. A estratégia para enganar o público e fazê-lo pensar que o Fed era controlado pelo governo foi a criação de uma junta governante (board of governors) apontada pelo presidente do país e aprovada pelo senado. Os banqueiros tinham apenas que garantir que seus correligionários fossem os escolhidos para a junta, o que não era difícil, já que os banqueiros tinham dinheiro e dinheiro compra influência política em qualquer lugar do mundo.

Logo após a reunião secreta de Jekyll Island, teve lugar uma verdadeira blitz de relações públicas. Os grandes banqueiros de Nova Iorque criaram um fundo educacional de US$ 5 milhões para financiar professores em universidades americanas importantes, em troca de apoio ao novo banco central. O primeiro a ser cooptado foi justamente Woodrow Wilson, de Princeton, que viria a ser tornar presidente dos EUA. Uma das primeiras ações legislativas dos moneychangers com o novo Fed foi uma lei conhecida como Aldrich Bill (”lei Aldrich”) que logo foi apelidada pelo público como Banker’s Bill, pois beneficiava apenas as grandes instituições financeiras. O congressista Lindbergh, pai do famoso aviador Charles Lindbergh que pela primeira vez cruzou o Atlântico sem escalas em 1927 voando num monomotor, disse: “O plano de Aldrich é o plano de Wall Street. Significa novo pânico financeiro, se necessário, para intimidar a população. O político Aldrich, pago pelo governo americano para representar o povo no congresso, em vez disso, está propondo um plano para o grande capital”.

A lei não foi aprovada. Os moneychangers então, através dos banqueiros novaiorquinos, financiaram Woodrow Wilson como o candidato democrata à presidência dos EUA. Coube ao filantropo e financista Bernard Baruch a tarefa de “doutrinar” Wilson nesse sentido, em 1912. Tudo estava pronto para o ataque final dos moneychangers europeus ao sistema financeiro do Novo Mundo. Essa luta já vinha desde os tempos da presidência de Andrew Jackson, ferrenho opositor da idéia de um banco central privado. Mas a capacidade de manobra do dinheiro logo se revelaria determinante, quando William Jennings Bryan, assessor de Jackson e vigoroso obstáculo entre os moneychangers e seu objetivo, sem saber da doutrinação empreendida por Baruch, apoiou a candidatura democrata de Wilson. Logo seriam traídos. Durante a campanha presidencial, os democratas tiveram o cuidado de “fingir” que oposicionavam a lei Aldrich. Vinte anos depois, o congressista Louis McFadden, democrata da Pennsylvania, diria: “A lei Aldrich foi abandonada no nascedouro quando Woodrow Wilson foi nomeado candidato à presidência americana. Os líderes democratas prometeram à população que se fossem guindados ao poder não estabeleceriam um banco central para controlar as finanças da nação. Treze meses depois esta promessa foi quebrada e a nova administração do presidente eleito Wilson, sob a égide das sinistras figuras de Wall Street, estabeleceu a monárquica instituição do “banco do rei”, nos mesmos moldes do Banco da Inglaterra, para controlar integralmente o sistema monetário dos Estados Unidos da América.

Após a eleição de Wilson, os magnatas J.P. Morgan, Warburg e Baruch apresentaram um novo projeto de lei, que Warburg denominou de Federal Reserve System. O partido democrata ovacionou o projeto, apontando-o como radicalmente diferente da lei Aldrich. Na realidade, a lei era praticamente idêntica em quase todos os seus aspectos. E foi assim que, no dia 22 de dezembro de 1913, às 11h da manhã, com um quorum ínfimo de apenas três senadores e apoiada pelo próprio presidente Woodrow Wilson, o Federal Reserve Act foi aprovado sem dissidências. Naquele mesmo dia, o congressista Lindbergh alertara: “Essa lei estabelece um mastodôntico feudo monetário (money trust) na Terra. Quando o presidente assiná-la, um governo invisível representado pelo poder monetário será legalizado em nosso país. As pessoas podem não perceber imediatamente, mas a verdade virá à tona no futuro. O pior crime legislativo da História está sendo perpetrado por essa lei dos banqueiros”.

Esse verdadeiro ato de ganância e traição ao povo americano foi o resultado de uma longa batalha entre os moneychangers da Europa e os políticos americanos honestos. O sistema de fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) seria para sempre o desejo dos mercadores, agiotas e usurários e efetivamente nunca mudou desde o início do Renascimento quando começou a ser praticado. Outro ingrediente fundamental dessa equação era a taxação do povo e que foi consagrada na nova lei. A constituição americana, tal como foi redigida, não apenas precluía o governo de editar quaisquer leis (essa prerrogativa cabia somente ao congresso) como também vetava a imposição de quaisquer taxas sobre a população. Apenas os estados podiam criar taxas e emolumentos, como fora o desejo dos founding fathers. A curiosa coincidência é que apenas semanas antes da promulgação do Federal Reserve Act, o congresso havia aprovado uma lei criando o imposto de renda. Até hoje historiadores e estudiosos têm dúvidas se esta lei foi adequadamente ratificada antes de entrar em vigor.
O modelo de banco central criado pelos moneychangers nos Estados Unidos, com fundamento no pioneiro Bank of England, ganharia o mundo no século XX e hoje todos os países do planeta possuem um banco central igual ou similar, baseado num sistema de impostos como garantia do dinheiro que emprestam, a juros, aos governos de seus próprios países, literalmente mantendo esses governos e a população reféns de suas gananciosas políticas monetárias, expandindo e contraindo o crédito como melhor lhes apraz. O líder inconteste dessa atividade é o Fed americano, que “dita as regras” para seus congêneres em redor do mundo, mas o mecanismo é exatamente esse.

Como o Fed é um banco privado, sua intenção primordial é criar grandes dívidas junto ao governo e aplicar juros sobre elas e, como garantia de pagamento, precisa de um sistema de impostos à prova de erros. Desde os primórdios das atividades da família Rothschild na Europa que os moneychangers sabiam que a única garantia real de recuperar os seus empréstimos a reis, monarcas e governos era o direito do devedor de taxar a população.

Em 1895 a Suprema Corte americana considerou inconstitucional uma forma similar de taxação do público. Mais uma vez o senador Aldrich veio em socorro dos moneychangers e empreendeu vigoroso lobby no congresso para provar que a nova taxação era necessária. E sucedeu. Seus colegas congressistas acederam, sem se dar conta de que haviam votado o “elo perdido” do tabuleiro de xadrez dos moneychangers em sua jornada para dominar os Estados Unidos da América no século seguinte, bem como o resto do mundo com seu conceito de “bancos centrais privados”.

Em outubro de 1913 o senador Aldrich apresentou novo projeto de lei fiscal no congresso, dando ao governo federal o direito de cobrar impostos, o que era apenas permitido aos estados da união. Para os moneychangers era essencial que o governo federal pudesse taxar a população, sob pena de não conseguirem dar seguimento à estratégia de criação de dívidas crescentes com aplicação de juros. Essa estratégia foi repetida em todos os países do mundo durante o século XX até que todos se tornassem devedores de seus bancos centrais e garantissem os empréstimos através da cobrança de impostos ao público.

Revendo a história do Vigésimo Século e a dos Estados Unidos em particular, podemos observar claramente como a sombra gananciosa e sinistra dos poderosos moneychangers manipula a agenda planetária até hoje. A prática de financiar os dois lados de um conflito, por exemplo, tornou-se uma de suas atividades regulares, opondo o capitalismo ao comunismo e este ao socialismo, religiões contra religiões e raças contra raças. Durante todo o século passado, os moneychangers, que não têm país, bandeira, hino ou deus, tiveram o controle em suas mãos.

Eles financiavam um dos lados até que estivesse suficientemente forte e pronto para uma guerra, depois financiavam o lado oposto e deixavam ambos se destruírem até ficarem sem recursos. A solução para ambos os oponentes saírem do fundo do poço em que se haviam atirado era criar mais e mais impostos para satisfazer a ganância e a usura dos argentários (10).

Não é difícil pintar o quadro real desta fraude. O risco que os moneychangers corriam era mínimo, pois os empréstimos que faziam eram apenas constituídos de cédulas de papel criadas do nada, através do sistema do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro). A prática se tornou até mais fácil com o advento dos computadores, que simplesmente adicionaram mais zeros às operações. Os cidadãos dos países devedores eram a garantia dos empréstimos enquanto continuavam a pagar seus impostos e estavam submetidos às diretrizes de seus governos estabelecidos. Foi assim que os moneychangers europeus ganharam controle sobre as inocentes massas da civilização do planeta e continuam a detê-lo na atualidade.

Para termos uma idéia da ativa participação dos moneychangers na Primeira Grande Guerra (1914-1918) é preciso entender que o conflito era essencialmente entre a Rússia e a Alemanha. A França e a Inglaterra foram partícipes involuntários. Entretanto, ambos os países tinham membros da família Rothschild no controle de seus bancos centrais, mantendo-os reféns econômicos juntamente com suas colônias ultramarinas. Os moneychangers insuflaram a guerra sob o pretexto da defesa nacional, financiando todos os lados envolvidos até a exaustão física e material. Depois de quatro anos de derramamento de sangue, os argentários reuniram-se com todos os envolvidos e desenvolveram um sistema de taxação para pagar as dívidas de guerra, que acabaria por desencadear o surgimento do nazismo e a eclosão da II Guerra Mundial, que funcionou da mesma forma.

A grande restrição creditícia imposta pelo Fed no início dos anos 30 causou a quebra da bolsa novaiorquina de 1929, com impacto em todo o mundo. O presidente Roosevelt acabou por falir a economia americana ao ceder a todos os mandamentos dos moneychangers, inclusive confiscando todo o ouro em poder do público e aplicando severas sanções a quem não o entregasse. Foi assim que surgiu Fort Knox, um dos grandes embustes americanos, famoso na literatura e no cinema por guardar uma imensa fortuna em barras de ouro, mas, que, na realidade, nunca foi auditado desde sua criação há mais de seis décadas e suspeita-se que tenha pouco ou nenhum ouro guardado atualmente, que teria sido enviado aos bancos europeus como garantia de empréstimos feitos pelos argentários ao governo dos EUA.

Dez anos depois do crash, em 1939, todos os players de um lado e de outro do Atlântico estavam tão depauperados que uma nova guerra tornou-se iminente. Os moneychangers, principalmente através do Fed americano, financiaram todos os lados e aguardaram a eclosão do conflito. Até os nazistas receberam dinheiro deles. O projeto Manhattan, que deu aos Estados Unidos a bomba atômica, foi o coup de gras dos especuladores, viabilizando a emergência dos americanos como primeira potência mundial mas também criou as condições essenciais para a Guerra Fria entre os americanos e a União Soviética, mais um projeto de alta lucratividade para os moneychangers nas décadas seguintes com a corrida armamentista bipolar.

A Guerra da Coréia (1950-1953) e do Vietnam (1959-1975) são exemplos das práticas do fractional reserve lending praticada pelos bancos centrais para prover os governos de recursos para custear os conflitos, então já sob controle global dos moneychangers. O assassinato do presidente Kennedy em Dallas, Texas, em 1963, é uma repetição das circunstâncias envolvendo a era de Jesus há 2.000 anos. No dia 30.06.1963, Kennedy promulgou a Ordem Executiva número 11.110, retirando do Fed o poder de emprestar dinheiro a juros ao governo federal norte-americano. Com uma canetada, o pres. Kennedy criou as condições para encerrar as atividades do Banco Central americano. Essa ordem restaurou ao Depto. do Tesouro o poder de emitir dinheiro sem passar pelo Fed e, portanto, sem cobrança de juros. O dólar deixou de ser nomeado Federal Reserve Note e passou a ser emitido como United States Note e não seria mais emprestado ao governo, seria impresso por ele, sem juros. Essa lei foi sua sentença de morte. Cinco meses depois, em 22.11.63, Kennedy foi assassinado em Dallas por Lee Oswald, que por sua vez foi morto a tiros por Jack Ruby no dia em que daria seu primeiro depoimento público sobre o caso. Jesus também confrontou os moneychangers e o tribunal Sanhedrin do templo judeu revelando sua ganância monetária e acabou morto. Diante da possibilidade de perder o controle das massas e o direito de cobrar taxas e impostos, os moneychangers agem rápida e violentamente.

Alguém ainda tem dúvida sobre a origem da atual crise econômica que assola o planeta, iniciada com a retomada dos imóveis da categoria sub-prime e depois com o desmantelamento da “bolha” de investimentos de Wall Street, cujos efeitos irão impactar severamente todos os países do mundo, lamentavelmente os mais pobres com mais crueldade? Fica fácil compreender o papel dos bancos centrais mundiais, liderados pelo Fed em todas essas crises. Quem é mesmo que está emprestando cerca de US$ 850 bilhões ao mercado nos EUA, injetando dinheiro nas empresas e nos bancos? Ele mesmo, o Fed. Desta forma, expandindo e contraindo o dinheiro em circulação no mercado, os bancos maiores retomam ativos e o patrimônio das pessoas por uma bagatela e os revendem a preços usurários. Milhões de pessoas e negócios vão à falência, perdem suas casas e até a roupa do corpo, enquanto os moneychangers continuam sua opulenta trajetória de acumulação de dinheiro e poder.

Desconhecidas pela grande maioria das pessoas no planeta, essas informações estão a clamar uma decisão séria e definitiva da população diante desse cruel sistema de ganância e poder exercido por um pequeno grupo há mais de 300 anos, em contrapartida aos ensinamentos de amor ao próximo, irmandade e temor a Deus professados pela religião. Será que somos suficientemente civilizados para tomar esta decisão de forma adequada, quer individual ou coletivamente, para as futuras gerações? Ou também nós, diante do dinheiro e de todas as oportunidades e do poder que ele oferece, seremos tomados pela ganância e pela usura?

Uma coisa é certa. A civilização contemporânea, tal como está estabelecida, não subsistirá por muito mais tempo. Os problemas gerados pela cultura do dinheiro, do lucro, da ganância e do individualismo já estão destruindo a natureza do planeta de forma irreversível para os nossos descendentes. Aí reside o cerne da delicada decisão que nossa civilização terá que adotar, mais cedo ou mais tarde.

Se não enfrentarmos vigorosamente o embate milenar entre fortes x fracos e ricos x pobres, buscando ascender a uma consciência coletiva mais humana e amorosa e suprimindo os valores argentários, estaremos certamente acelerando nosso caminho para o fim.

É preciso que alcancemos sabedoria através de um renascimento espiritual, se quisermos deitar o pavimento para a sobrevivência das gerações futuras.

Todas as citações deste artigo, quer no texto principal, quer nos rodapés, podem ser conferidas em livros e matérias atuais e da época ou diretamente pela Internet, através de ferramentas de busca como o Google e outros.

NOTAS DE RODAPÉ E REFERÊNCIAS
(1) Pai de Mayer Amschel [Bauer] Rothschild, autor da afirmação que abre o texto (acima).
(2) Pela primeira vez em sua história, a empresa Lehman Brothers viu-se enredada em problemas especulativos e pediu concordata no início de setembro/2008 para evitar a falência.
(3) A respeito, veja a história do conflito de Waterloo no Google, utilizando as palavras chave “Waterloo” + “Nathan Rothschild”. É importante realizar a pesquisa com as aspas e o sinal de mais para atingir o resultado esperado.
(4) Veja no Google, sempre entre aspas para “focar” a pesquisa.
(5) Banqueiro, financista e colecionador de arte americano que dominou o financiamento corporativo e a consolidação industrial no século XIX, ele articulou a fusão das empresas Edison General Electric e Thompson-Houston Electric Company que se transformou na General Electric, a conhecida GE. Também participou ativamente da criação da United States Steel Corporation, fruto da união da Federal Steel Company com a Carnegie Steel Company, que se tornou uma das grandes siderúrgicas americanas. Doou grande parte de sua fabulosa coleção de arte ao Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.
(6) Fractional Reserve Banking = Sistema Bancário de Reserva Fracional, em que apenas uma pequena fração (às vezes até nenhuma, zero) dos depósitos bancários tem lastro em moeda corrente disponível para saque dos depositantes.
(7) Greenback = verso verde. Os dólares impressos por determinação do presidente Abraham Lincoln tinham o verso em cor verde, para diferenciá-los das demais cédulas da moeda americana.
(8) Do presidente Andrew Jackson, ao expulsar uma delegação de banqueiros internacionais do Salão Oval da Casa Branca: “Vocês são um ninho de vespas e ladrões cuja única intenção é acampar em torno da administração federal americana com sua aristocracia monetária perigosa para as liberdades do país”.
(9) Do presidente James Madison (quarto presidente americano): “A história registra que os moneychangers se utilizaram de toda sorte de abusos, intrigas e de todos os meios violentos possíveis para manter o controle sobre governos através da emissão de moeda”.
(10) A propósito, leia sobre “A República de Weimar”, período de inflação galopante na Alemanha entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, em que o poder de compra do marco alemão foi completamente pulverizado pela altas taxas cobradas dos países aliados vencedores do conflito.
Artigo originalmente publicado na Revista Jus Vigilantibus, Domingo, 12 de outubro de 2008 ► clique aqui

sábado, 30 de julho de 2011

Dieta perfeita

Colaboração de Claudia C.C.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A vida como ela é

O psiquiatra entra em seu consultório e encontra um sujeito de quatro no chão engatinhando com algo na boca.
O psiquiatra indaga: - "Ah! Olha quem veio aqui hoje!? É um gatinho?"
O homem rasteja para outro canto. O médico o segue: - "Um cachorrinho?"
Ele rasteja até embaixo da mesa do médico e coloca a mão sobre o computador e vira-se para um buraquinho no chão, puxando um fio...
O médico senta-se em sua poltrona e diz: - "Ok! Acho que você realmente é gato. Quer conversar sobre isso?"
O cara tira da boca um rolo de fita isolante e diz: - "Olha só doutor, ou o senhor me deixa em paz ou eu não vou mais instalar essa merda de internet !!!" (Colaboração de Augusto T.P.)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hyundai Veloster

A Hyundai está começando a vender o Veloster na Europa e no Brasil. O modelo é visto como um crossover esportivo, por tentar combinar a versatilidade de um hatch com a alma de um esportivo pequeno. Serão oferecidas para o mercado italiano duas versões, Comfort e Sport, ambas com o motor 1.6 litro com injeção direta e pacatos 145 cv.

O Veloster Comfort traz um pacote bem completo de equipamentos e itens de segurança. São de série seis airbags, freios ABS, controle de estabilidade e rodas de 17 polegadas com pneus 215/45. Além disso, sistema de som multimídia e ar condicionado automático. Como opcionais, pode ter sistema stop/start para maior economia e redução de emissões, além de sistema de navegação com tela sensível ao toque e partida sem chave. Preço da concessionária CAOA: R$ 65 mil.

O Veloster Sport usa o mesmo conjunto mecânico, e tem como principais diferenças as rodas maiores, com pneus mais baixos - 215/40 em rodas de aro 18 -, além da opção por cores mais exóticas. Os bancos são em couro com ajustes diferenciados e os faróis têm sensor crepuscular e a versão ainda pode receber um teto solar panorâmico como opcional. Preço da concessionária CAOA: R$ 68 mil. (Fonte: Motor Dream).

Como o diabo gosta

A receita do suco de luz do sol

Suco de clorofila
Ingredientes
  • 1/2 pepino com casca
  • 1 cenoura média ou 1/2 cenoura grande cortada
  • 2 maçãs grandes ou 3 maçãs pequenas (de qualquer qualidade) picadas.
  • 2 folhas de couve em fatias
  • 1 colher (sopa) de semente de girassol
  • 1 colher (sopa) de capim-limão ou erva-cidreira ou hortelã ou menta - as ervas devem ser frescas!
Rendimento: 500 ml (em média). Calorias: 192

Como fazer
Modo de preparo 1
Passe todos os ingredientes na centrífuga, com exceção do girassol. Para facilitar o procedimento, intercale as folhas verdes com o pepino, a maçã e a cenoura. Em seguida, despeje a bebida no liquidificador, adicione as sementes de girassol e bata. Coe e beba.

Modo de preparo 2
Bata a maçã no liquidificador, usando, a princípio, o pepino como um socador. Em seguida, solte o vegetal e deixo-o bater com a fruta até virar suco. Agora coe. Em seguida, misture os ingredientes restantes ao líquido e bata no liquidificador. Coe e beba.

Como tomar
- Um vez ao dia, de manhã, tome o suco de luz do sol em jejum. Se preferir, pode ingerir a bebida ao longo do dia - porém, sem ter comido nada até 1h30 antes da ingestão!
  
Atenção: Para aproveitar ao máximo todas as propriedades do suco, ingira a bebida até meia hora depois de prepará-la. (Receita da especialista em alimentação com vida Tiana Rodrigues)
 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Flagrantes da vida real

Colaboração de Lenira M.

Ricardo Teixeira na berlinda

Sorteio - Uma grande festa está sendo preparada pela CBF para o sorteio dos grupos da Eliminatória da Copa do Mundo, no próximo sábado, às 15h. O evento é privado e terá transmissão exclusiva da TV Globo, mas o dinheiro para bancar a cerimônia sairá dos cofres públicos. A Prefeitura (Riotur) e o Governo Estadual (Secretaria de Esportes e Lazer) firmaram dois contratos de R$ 15 milhões cada um com a Geo Eventos, empresa 57% Globo e 38% RBS (afiliada Globo na região Sul). A justificativa para que saia do bolso dos consumidores esse dinheiro é de que a festa servirá para levar o nome do Rio de Janeiro para fora do Brasil. Veja a íntegra da reportagem e o vídeo do Jornal da Record clicando ► AQUI

Outros podres - Reportagem do Jornal da Record de 18.jul.11 mostrou como uma nova aquisição de Ricardo Teixeira pode estar ligada à atividade da Confederação Brasileira de Futebol. O chefão da CBF comprou uma cobertura à beira-mar no Rio avaliada em R$ 2 milhões por quase um terço desse valor: R$ 720 mil. Quem vendeu o imóvel foi Cláudio Abrahão, executivo do Grupo Águia, empresa que vai vender parte dos pacotes de viagem e hospedagem para a Copa de 2014 e já faturou cerca de R$ 30 milhões em três anos com a venda de passagens para as delegações da CBF. Para a Receita Federal, a negociação pode esconder um crime de sonegação. A relação entre o homem que comanda o futebol brasileiro e o grupo repercutiu no Congresso Nacional. Alguns parlamentares já disseram que vão fazer de tudo para instalar uma CPI para investigar os negócios de Teixeira assim que voltarem do recesso.

Reportagem divulgada pela Folha denunciou que a TAM, empresa aérea que patrocina a seleção brasileira, pretendia dar um jatinho novo para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A TAM entregaria no primeiro trimestre de 2009 um jato particular novo por US$ 12,5 milhões e receberia como parte do negócio por US$ 7,9 milhões um avião usado, o Cessna de prefixo PT-XIB. "O negócio seria comum se o presidente da CBF fosse dono do avião usado. Mas, naquela ocasião, a aeronave pertencia à fabricante Cessna, que a TAM representa no Brasil", diz a Folha. Por fim, o presidente da CBF acabou não ficando com a aeronave nova e a TAM vendeu o PT-XIB para a empresa Brasil 100% Marketing, de amigos de Teixeira, por valor não revelado. Um dos donos da empresa compradora é o ex-executivo do mercado financeiro Cláudio Honigman e o outro, Sandro Rosell, presidente do Barcelona Futebol Clube e sócio da mulher de Ricardo Teixeira, Ana Carolina Wigand, na Habitat Brasil Empreendimentos Imobiliários e também sócio de Honigman na mesma Brasil 100% Marketing.

To nem aí - Em entrevista à revista Piauí, Ricardo Teixeira diz não dar a mínima importância para as denúncias da imprensa: - "Caguei montão. Já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da seleção, a CPI da Nike e a do futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo da mesma patota, que fica repetindo as mesmas merdas". O cartola disse ainda que, em 2014, pode prejudicar a imprensa. - "Posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável. Mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada". A ira do chefão da CBF não é apenas com a imprensa brasileira, mas também com os jornalistas da BBC. Boa parte das denúncias contra Teixeira, que serviu de material para a TV Record, surgiu da investigação do repórter da emissora britânica Andrew Jennings, que recentemente lançou o livro “Jogo Sujo - O mundo secreto da Fifa: Compra de votos e escândalo de ingressos”.

É claro que os tambores batem mais forte em São Paulo, onde nunca engoliram Ricardo Teixeira, desde 1989 a frente da CBF, onde se colocou ajudado pelo ex-sogro João Havelange (que, por sua vez, ficou 17 anos na presidência). A TV Record aproveita e não perde uma para espinafrar a Globo (e vice-versa...) A postura arrogante de Teixeira lembra muito o falecido presidente da Federação Carioca de Futebol, o Caixa d´Água, que falava igualzinho e dizia que da FCF só sairia morto. Pois foi o que aconteceu.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Túneis verdes portoalegrenses

Localizada no arborizado bairro Independência, eleita como "uma das cinco melhores ruas para se viver em Porto Alegre" (ZH, 24.nov.2004) e considerada a rua mais bonita do mundo pelo blog “A Sombra Verde”, de Portugal, a rua Gonçalo de Carvalho foi declarada Patrimônio Histórico, Cultural, Ecológico e Ambiental de Porto Alegre (5.jun.2006). Faz parte de um projeto de preservação dos túneis verdes. A turma descolada que prega o carbono zero só falta se ajoelhar em frente ao corredor de árvores copadas de um e de outro lado da rua. Não sei se plantar árvores vai resolver o problema da humanidade, só sei que a rua é muito bonita e agradável de ser frequentada. E falo com conhecimento de causa, meus tios moraram durante muitos anos na parte alta da Gonçalo e eu me fartei de comer amoras no pé, em uma gigantesca amoreira que tinha nos fundos da casa, afora as tortas de amora que a minha tia fazia. Bons tempos! Fazem quase 60 anos e a rua já era assim, como nas fotos abaixo, recentes, de integrantes do blog "Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho" e a 'aérea' (tirada do alto do Hospital Moinhos de Vento), de autoria de Ricardo Stricher, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (Colaboração de Renê B.)
Mas nem tudo são flores (ou folhas, no caso...). Veja o programa "Com a Câmara na Cidade" da TV Câmara de Porto Alegre ( Canal 16 da NET) sobre os “Túneis Verdes” de Porto Alegre, em especial sobre a Rua Gonçalo de Carvalho, com as participações do vereador Beto Moesch, do presidente da Associação de Amigos e Moradores do Bairro Independência, Diônio Kotz e de César Cardia, da Associação de Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, clicando  ► clique aqui  (duração +/-18min)

domingo, 24 de julho de 2011

Keep walking

Sem querer entrar no mérito da questão ética da propaganda enaltecer a figura de um fabricante de droga psicotrópica socialmente aceita, o comercial institucional da Johnnie Walker, que pode ser visto abaixo, estrelado pelo ator inglês Robert Carlyle (de Trainspotting - Sem Limites, 1996) aborda de forma muito criativa - e coerente com a marca -, uma história de empreendedorismo. Foi legendado em português para apresentação em sala de aula do curso de Publicidade e Propaganda. (Colaboração de Nelson S.S.)

► Keep walking



quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rui de Carvalho: Samba é no Grajaú


Mais roda de samba do Dom Manuel, na Praça Edmundo Rego, no Grajaú (Colaboração de Nelson S.S.; foto do Google Street View). Veja no YouTube ► Samba é no Grajaú

Gelcy do Cavaco: “Tendinha tem que ter mortadela”

Pra quem gosta de samba de raiz, carioca, veja o compositor Gelcy do Cavaco, cantando, de sua autoria, “Tendinha, pra ser tendinha, tem que vender mortadela”, gravado na roda de samba em frente ao restaurante Dom Manuel, na esquina da Praça Edmundo Rego com a Avenida Julio Furtado, no Grajaú, Rio de Janeiro-RJ, produtor Vitor Farias, filmagem La Cream Produções (Colaboração de Nelson S.S.)

Veja no YouTube: ► Tendinha tem que ter mortadela

Nürburgring, 1957: o último brilho de Fangio

Às vésperas do GP da Alemanha a se realizar no próximo domingo, 24 de julho, no autódromo de Nürburg (Nürburgring), entre Frankfurt e Colônia, muito se tem comentado a respeito da tradição que envolve o local desta etapa da F1. De 1951 a 1976, Nürburgring foi a pista que sediou a etapa alemã da categoria, com exceção de 55 e 60, quando não houve corrida oficial, e 59 e 70, quando a prova foi realizada em Avus e Hockenheim. Naquela época, os pilotos corriam no estreito, desafiador e perigosíssimo traçado de 22,8 km de Nordschleife e Juan Manuel Fangio - o "Manco de Balcarce" conhecia como ninguém os segredos do “Inferno Verde”.

Por isso, relembramos hoje a última e, possivelmente, melhor vitória da carreira do pentacampeão na F1, em 1957. Naquele ano, Fangio competia pela italiana Maserati e dominava o campeonato com três vitórias em cinco etapas oficiais. Porém, na Alemanha, as Ferrari de Mike Hawthorn e Peter Collins se mostravam muito competitivas.

No treino classificatório, Maserati e Ferrari intercalaram a primeira fila (que era formada por quatro carros), com Fangio, Hawthorn, Jean Behra - companheiro de Juan Manuel – e Collins. As Ferrari largaram melhor e assumiram as duas primeiras posições, com Fangio em terceiro. Como seu carro possuía um tanque de combustível menor, o argentino teria de fazer um reabastecimento durante a prova e precisava ultrapassar a dupla e abrir vantagem para ter chances de terminar à frente.

Durante a terceira volta, o então tetracampeão deixou para trás os ferraristas e começou a abrir vantagem, quebrando o recorde de volta mais rápida em Nordschleife seguidas vezes. Da terceira à 11ª passagem, Fangio abriu 28s dos rivais, o que ainda era insuficiente para mantê-lo na liderança após a parada. Mas o argentino não tinha escolha e procurou os boxes, para uma bizarra sessão de pitstop, já que, naqueles tempos, o piloto saía do carro para que os mecânicos trabalhassem.

O responsável pela troca do pneu traseiro esquerdo teve problemas em soltar a porca da roda, o que custou quase 30s no tempo total de parada. Fangio retornou à pista 45s atrás de Hawthorn, que, comboiado por Collins, já devia dar como certa a vitória. Mas Fangio iniciou uma incrível e quase suicida reação, andando no limite pelas traiçoeiras curvas de Nordschleife por nove voltas seguidas. A cada giro, o recorde da pista era baixado em média de 2s a 3s e a distância para a liderança caía de 5s a 8s. Na 20ª de 22 passagens, Fangio cravou 9min17s4, tempo que era 23s2 mais rápido que a melhor volta registrada no ano anterior.
Nessa mesma volta, o argentino ultrapassou pela segunda vez os adversários da Ferrari e garantiu a 24ª e última vitória na carreira - a terceira em Nürburgring -, e o seu quinto e derradeiro título mundial da F1. Foi o último e talvez maior momento de brilho de um dos maiores nomes da história do automobilismo.

Juan Manuel Fangio (Balcarce, 24.jun.11 — Buenos Aires, 17.jul.95) correu 51 grandes prêmios na Fórmula 1, obteve 24 vitórias, 29 pole positions, 23 recordes de volta, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas que disputou. Fangio correu em quatro escuderias: Alfa Romeo (1950-1951), Maserati (1953-1954), Mercedes (1954-1955), Ferrari (1956) e Maserati (1957-1958). É o único piloto da história da Formula 1 que foi campeão com quatro escuderias diferentes: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari e Mercedes-Benz. Fangio tinha o apelido "El Chueco" (O Manco), que recebeu em partidas amadoras de futebol, por ter as pernas arqueadas. (Colaboração de José R.C.B.)

Veja um trecho (4min18s) da histórica corrida de Nürburgring, 1957, no YouTube, clicando ► AQUI ◄

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo

Sério? Você não entendeu a relação acima? O que houve? Você passou a infância em Marte? Hummm... É loura? Tudo bem... Vou colocar umas dicas abaixo, mas não vou explicar a piada, tá? :-)

O elefante e a formiga – cena 1
Certo dia andava um elefante pela floresta quando viu uma formiga atolada na lama, quase a afogar-se. O elefante esticou os braços para ajudar, mas não chegava lá. Tentou atirar-lhe o rabo, mas este era curto. Tentou com a tromba, muito longe. Finalmente, teve uma ideia. Atirou-lhe o bilau e finalmente conseguiu salvar a formiga. Anos mais tarde, a mesma formiga, agora um empresário de sucesso, passeia na floresta com o seu Ferrari. Nisto, depara-se com o elefante atolado na lama. O elefante, desesperado, pede-lhe ajuda. A formiga encosta o carro à poça de lama, vai à mala, tira uma corda, ata uma das pontas ao carro e atira a outra ao elefante, que a segura com a tromba. A formiga mete-se no carro, põe a marcha-a-ré a toda velocidade e consegue salvar o elefante. Moral da história: quem tem um Ferrari, não precisa ter o bilau grande!

O elefante e a formiga – cena 2
Um elefante e uma formiga correm pelo deserto. Subitamente a formiga olha para trás e exclama: - Olha só a poeira que nós levantamos! Moral da história: sempre tem alguém disposto a levar vantagem nas coisas feitas pelos outros!

O elefante e a formiga – cena 3
Uma formiga queria atravessar o riacho, mas este era muito fundo e se ela tentasse atravessá-lo morreria afogada. Estava ela pensando o que fazer quando de repente o elefante entra na água e começa a atravessar. A formiga pede-lhe ajuda: - Amigo elefante, amigo elefante, me dá uma força? - Em que posso ser-lhe útil? – pergunta o elefante. - Eu preciso atravessar o riacho! – Suba nas minhas costas, diz-lhe o paquiderme. A formiga toda feliz fica encarapitada no alto do corpo do enorme animal e assim consegue atravessar o riacho. Do outro lado, desce sã e salva e antes de prosseguir viagem fala para o elefante: - Obrigada amigo elefante, obrigada! E ele: - Obrigada nada... vai logo abaixando essa calcinha! Moral da história: pow, cara! Essa história não tem moral, ela é totalmente imoral!

Risco de vida

Carbono Zero e outras balelas

No rastro dos debates das grandes questões ambientais, como sempre acontece, logo surgem os oportunistas surfando a onda com criativos produtos e belas campanhas de marketing. Como a bola da vez é o Aquecimento Global e as Mudanças Climáticas, a onda agora é prometer compensar (ou neutralizar) as emissões de carbono e gases do efeito estufa com o "mágico" plantio de árvores. Como Slogan, é muito bonito e reconfortante dizer que o plantio de árvores neutralizará totalmente as emissões de carbono de um evento ao público ou as emissões dos gases de efeito estufa do carro ou do avião que o transporta. Mas será que é verdade?

Ainda que essas promessas possam ter-lhe convencido, e trazido algum alívio para a consciência pesada, pare por alguns instantes e pense. Resgate seu bom-senso. Em primeiro lugar, tenha a exata noção da seguinte premissa: se todos nós quisermos seguir esse mesmo caminho "preservacionista", não haverá área suficiente para plantar todas as árvores necessárias. O que significa dizer que essa não é uma solução viável para o Planeta.

Mas tudo bem, vamos admitir que somente um parte seguirá esse caminho. Nesse caso, qual é a garantia que você tem de que a empresa responsável irá plantar as mudas das árvores? Quais espécies serão plantadas e em que áreas? Quem delas irá cuidar durante os longos 20 ou 30 anos que levarão para tornar-se adultas? Ou você não sabia que no cálculo que aponta o número de árvores necessárias para neutralizar suas emissões gasosas, ou seja, para concretizar a prometida compensação, utiliza-se o coeficiente de captura de CO2 da árvore adulta? E mais; dependendo da espécie, esse coeficiente será bem diverso. Quem lhe garante também que suas árvores chegarão à vida adulta? Aliás, quem lhe garante que a empresa responsável (contratada) pelo plantio estará viva e cuidando das suas árvores daqui há 20 ou 30 anos? Infelizmente, você não obterá respostas satisfatórias a todas essas dúvidas.

Não está-se falando aqui, e é bom que fique bem claro, de empresas e projetos sérios nessa área e dos programas de recomposição da mata nativa e de reflorestamento. A recuperação das áreas degradadas, especialmente nas encostas dos morros e entornos de rios e mananciais, e o replantio feito pela indústria de papel e celulose são ações que devem sempre ser incentivadas e apoiadas.

Entretanto, se até o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) critica o forte apelo de marketing das campanhas de Carbono Zero, o caminho não pode ser o insidioso discurso: "continue consumindo e gerando emissões de carbono sem preocupações; nós limparemos sua barra plantando árvores". Seria ótimo para todos nós se pudesse ser assim. Mas não é. Não há outro caminho sustentável de longo prazo senão o consumo consciente, a preservação dos recursos naturais e a reciclagem dos materiais e resíduos. Pense nisso! Não se deixe levar por soluções oportunistas e milagrosas.

Artigo escrito por Marcelo Szpilman, biólogo marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ. Marcelo é autor de livros sobre a fauna marinha, especialmente tubarões, e de várias matérias e artigos sobre a natureza e ecologia. Atualmente, entre outras atividades, é diretor do Instituto Ecológico Aqualung

Rio engarrafado

Rio Passo Fundo, no município de mesmo nome, no Rio Grande do Sul. Foto de Marcos Thiago Schaeffer. É o legítimo rio engarrafado. E o governo, que vive enchendo o nosso saco, não obriga os fabricantes de garrafas pet a fazer embalagens que se desmanchem e tampouco faz campanhas para incentivar o recolhimento de lixo seletivo doméstico. Sabe porquê? Porque é muito mais vantajoso para o lixo de políticos que temos contratar um parceiro em caráter de urgência sem licitação para limpar o rio. Fala sério! Alguém aí em Passo Fundo pode por gentileza pegar essas garrafas e jogar no jardim do prefeito?

Isso que no ano passado o Lula sancionou a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, a 'lei do lixo' que tramitava há 20 anos no Congresso. Dizem que, em quatro anos, vai por fim aos lixões e, inclusive, estabelece responsabilidades compartilhadas entre governo, indústria, comércio e consumidores sobre o destino final do lixo. No meu condomínio não aconteceu nada. Desculpem o trocadilho, mas tá cheirando mal... Será mais uma daquelas leis que não vão pegar?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Operação Sorriso: cirurgias gratuitas no Hospital do Fundão

Colaboração de Juliana S.C.

Lamborghini Aventador, um touro domando 700 cavalos

O Lamborghini Aventador, apresentado em março no Salão do Automóvel de Genebra, segue a tradição da marca: carrega o nome do touro que, em outubro de 1993, foi premiado na tourada de Zaragoza por sua coragem, considerada excepcional. Entretanto, mais que tradição, tecnologia e design fazem dessa muito mais que uma simples macchina. A pergunta é: você se considera digno para dirigi-la?
“Lamborghini, você pode saber dirigir um trator, mas jamais saberá dirigir um Ferrari!” Se Enzo Ferrari pudesse prever as consequências desta sua resposta à reclamação de Ferrucio Lamborghini sobre o sistema de embreagens da Ferrari, talvez o mundo perdesse uma das mais lendárias disputas da indústria automobilística e teria — certamente — menos paixão e beleza. O touro surgiu da determinação em superar o cavalo: “Então criarei os meus próprios carros”. A história da Automobili Lamborghini S.p.A. pode ser assim resumida em poucas palavras: as outras não eram boas o suficiente.
Para substituir o Murciélago, que por 10 anos foi o principal destaque da linha da Lamborghini, o Aventador é um touro que vem com um novo motor V12 de 6.5 litros — o segundo a ser desenvolvido em casa, na fábrica de Sant'Agata Bolognese — e doma 700 cavalos de potência. Vai de 0-100 km/h em 2.9 segundos, chegando até a velocidade máxima de 350 km/h e emite 20% a menos de CO² que seu antecessor.
A carroceria, construída principalmente à base de fibra de carbono e suspensão double wishbone de alumínio, torna o bólido mais leve (1.575 kg em comparação aos 1.650 kg do Murciélago). Uma das novidades vindas das pistas de corrida: o amortecedor central dianteiro reduz a oscilação, proporcionando mais conforto aos passageiros. Um câmbio automático de sete marchas oferece àquele que ousa enfrentar o Aventador trocas em até 50 milissegundos, seja em um dos três modos manuais ou um dos dois automáticos.
Com poucos opcionais, a limitada série de produção de 4 mil unidades (o Murciélago teve 4.099 unidades produzidas) começa a ser entregue agora em julho, mas a lista de espera já tem pelo menos um ano para novos pedidos — afinal, o amor não tem pressa e pode esperar. O touro é assim: belo e selvagem, mas inacessível aos impacientes. (Artigo publicado em Obvious Motores por Michelli Lorenzi)